De Celina ao vice-prefeito de SP: quem apoiou Michelle após vídeos
Celina Leão, Mello Araújo e Leonardo Avalanche apoiaram Michelle Bolsonaro após video em que ela acusa Flávio Bolsonaro de desrespeitá-la

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) recebeu apoio de outras personalidades políticas após publicar vídeos criticando o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por supostamente “desrespeitá-la” em um telefonema.
Os vídeos foram publicados por Michelle nas redes sociais. Na postagem do Instagram, a atual governadora do Distrito Federal (DF), Celina Leão (PP), manifestou concordância com a ex-primeira-dama no embate com o enteado.
“Você brilha! E isso incomoda muita gente! Não é fácil ser mulher na política! Você não está sozinha! Somos todas Michelle”, escreveu Celina, que tem o apoio da ex-primeira-dama para se reeleger no DF.
Outro bolsonarista que apoiou a manifestação de Michelle foi o atual vice-prefeito de São Paulo, Coronel Mello Araújo (PL), que ingressou na chapa do prefeito Ricardo Nunes (MDB) em 2024 justamente a pedido de Jair Bolsonaro.
“Apoiar Ciro Gomes é um absurdo, também não concordo. Que Deus dê sabedoria e ilumine quem decide”, afirmou Mello.
Quem também saiu em defesa de Michelle foi Leonardo Avalanche, presidente nacional do PRTB. Ele foi o responsável por bancar a candidatura de Pablo Marçal a prefeito de São Paulo em 2024 e enfrenta uma briga jurídica para se manter no comando da sigla.
“Parabéns pela coragem e pela coerência”, escreveu Avalanche.
O que Michelle diz no vídeo
Em dois vídeos publicados nas redes sociais no final da tarde de quarta-feira, Michelle Bolsonaro expôs seu desconforto com Flávio. Na gravação, a ex-primeira-dama relata ter se sentido “traída” e “apunhalada” pelo senador.
Michelle fez as críticas ao detalhar um telefonema que recebeu de Flávio após criticar a aliança do PL com Ciro Gomes (PSDB) no Ceará. Segundo ela, o enteado a “maltratou” e disse que ela “ficasse de fora das decisões do partido”.
“Voltando ao Flávio. Telefonei para ele, tentei algumas vezes, mas ele não atendeu. Algumas horas depois da postagem, ele retornou a ligação. Mas, sinceramente, para falar o que ele me falou, seria melhor se ele não tivesse ligado. Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou o telefone. E eu não tinha feito nada contra ele”, afirmou a ex-primeira-dama.“Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política. Diante dessa humilhação, eu disse a ele que estava tudo bem. Entendi que ele não queria o meu apoio ou que este era insignificante. E então eu me recolhi. Fiquei na minha e assim permaneço”, emendou.
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