
Igor GadelhaColunas

CPMI: governo comemora repercussão “morna” e base mais articulada
Após derrota no início dos trabalhos, ministros de Lula veem CPMI do INSS com repercussão “morna” e tropa governista mais articulada
atualizado
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Após um início conturbado e marcado por derrotas, ministros do Palácio do Planalto e de outras pastas do governo Lula começaram a respirar mais aliviados em relação à CPMI do INSS no Congresso Nacional.
Segundo auxiliares de Lula, ao menos dois fatores contribuem para esse alívio: 1) a melhora no desempenho da tropa governista na comissão e 2) a repercussão “morna” dos trabalhos do colegiado.
Na avaliação de um ministro palaciano, a tropa governista na CPMI começou a “acertar o passo” e a trabalhar de forma “mais coesa e combativa”, “explorando bem” o papel do governo Bolsonaro na farra do INSS.
Outro ministro do governo comemora o que vê como repercussão “morna” e “sem amplitude” dos trabalhos da CPMI na imprensa e nas redes sociais, diante de outros temas mais polêmicos no mundo da política.
Nas últimas semanas, as sessões da comissão dividiram os holofotes com o julgamento pela Primeira Turma do STF do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus no chamado inquérito do golpe.
“Resumo da ópera: a CPMI está morna, com contornos de pirotecnia, sem amplitude na imprensa e nas redes e com atenção apenas das bolhas lulistas e bolsonaristas. Além disso, está abrindo mais flancos para o governo anterior, como esperado”, resume um ministro de Lula.
Derrota do governo
Como noticiou a coluna, após a oposição garantir tanto a presidência quanto a relatoria da CPMI, em agosto, o Palácio do Planalto chegou a fazer reuniões de emergência com a participação do presidente Lula.
Nos bastidores, auxiliares de Lula atribuíram a primeira a derrota à articulação política do governo e aos chefes da Câmara e do Senado. Para governistas, o Planalto “cantou vitória” antes da hora certa.







