
Igor GadelhaColunas

Conversa Lula-Trump deve incluir sanções ao STF, diz líder do governo
Em entrevista à coluna, o líder do governo Jaques Wagner afirmou que Lula pode abordar as sanções ao STF durante conversa com Trump
atualizado
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O líder do governo no Senado Federal, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou nesta quinta-feira (25/9) que a conversa entre o presidente Lula e o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode incluir o tema das sanções impostas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em entrevista à coluna, o senador afirmou que, na opinião dele, Lula e Trump devem tratar também de temas relacionados ao tarifaço imposto pelo governo americano.
“Então, eu acho que a conversa deve acontecer. Eu espero que aconteça. Na minha opinião, a pauta é livre. Óbvio que vai se falar do tarifaço. É óbvio que vai se falar, na minha opinião, daquilo que foi a sanção feita pelo presidente americano contra pessoas da institucionalidade brasileira, na tentativa de proteger, sei lá, ou alavancar o ex-presidente da República e seu filho, que virou um detrator da nação e fica lá falando mal da gente”, disse o líder do governo no Senado à coluna.
Jaques Wagner afirmou ainda que os dois líderes são “de momento” e avaliou que o mandatário norte-americano tem se mostrado um político que “prepara armadilhas para seus interlocutores”.
“Agora, o presidente Lula é um cara muito de momento. O presidente Trump tem se demonstrado um cara também de momento, muitas vezes de preparação de uma pegadinha para seus interlocutores. Mas eu, pessoalmente, que vivi a primeira visita do presidente Lula em 2003, no primeiro ano de governo dele, quando eu era ministro do Trabalho dele, que ele foi encontrar com o presidente Bush no Salão Oval, e pintou, aproveitando a palavra que foi dita antes de ontem, uma química entre os dois. Eu me lembro que a embaixadora dos Estados Unidos no Brasil disse: “olha, muita gente pode não acreditar, mas é um dos melhores períodos da relação”. E o presidente Lula é pragmático. Ele quer saber do que interessa ao Brasil. Todo mundo sabe que, em uma negociação, você nunca sai com 100%”, disse o líder do governo.



