1 de 1 Almir Garnier
- Foto: Fotos Igor Estrela/Metrópoles
O comandante da Marinha do Brasil, almirante de Esquadra Almir Garnier Santos, testou positivo para a Covid-19 e, por isso, ficou de fora da viagem do presidente Jair Bolsonaro à Rússia.
Segundo apurou a coluna, Garnier recebeu o resultado reagente para o vírus nessa segunda-feira (14/2), dia em que a comitiva presidencial embarcou de Brasília rumo a Moscou, onde chega nesta terça-feira (15/2).
Fontes da área militar informaram que, apesar de ter testado positivo para o novo coronavírus, o comandante da Marinha está bem, sem sintomas até o momento.
Como noticiou o Metrópoles, a viagem de Bolsonaro à Rússia é cercada de uma série de protocolos sanitários exigidos pelo governo russo para evitar contaminação de autoridades locais.
Além dos exames de PCR, o governo russo pediu ao Planalto que reduzisse a comitiva brasileira. Por esse motivo, alguns ministros, como o titular da Justiça, Anderson Torres, acabaram excluídos da viagem.
Com a ausência de Garnier, nenhum dos três comandantes das Forças Armadas integrará a comitiva brasileira na viagem a Moscou e à Hungria, país que Bolsonaro visitará na sequência.
Fontes do Palácio do Planalto informaram à coluna que, diferentemente do que chegou a ser noticiado, nunca houve previsão de os três comandantes viajarem à Rússia, pois não podem se ausentar do país ao mesmo tempo.
A previsão inicial, de acordo com auxiliares presidenciais, sempre foi de que apenas o comandante da Marinha integraria a comitiva de Bolsonaro na viagem a Moscou.
Outros militares do alto escalão das Forças Armadas, no entanto, estarão presentes. Entre eles, o ministro da Defesa, general Braga Netto, e o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general Laerte.
Os comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica serão representados, respectivamente, pelo almirante de Esquadra Silva Lima, pelo general Freire Gomes e pelo brigadeiro Damasceno.
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A relação conturbada entre Rússia e Ucrânia, que pode desencadear um conflito armado, tem deixado o mundo em alerta para uma possível guerra
Wolfgang Schwan/Anadolu Agency via Getty Images
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A confusão, no entanto, não vem de hoje. Além da disputa por influência econômica e geopolítica, contexto histórico que se relaciona ao século 19 pode explicar o conflito
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A localização estratégica da Ucrânia, entre a Rússia e a parte oriental da Europa, tem servido como uma zona de segurança para a antiga URSS por anos. Por isso, os russos consideram fundamental manter influência sobre o país vizinho, para evitar avanços de possíveis adversários nesse local
Pawel.gaul/ Getty Images
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Isso porque o grande território ucraniano impede que investidas militares sejam bem-sucedidas contra a capital russa. Uma Ucrânia aliada à Rússia deixa possíveis inimigos vindos da Europa a mais de 1,5 mil km de Moscou. Uma Ucrânia adversária, contudo, diminui a distância para pouco mais de 600 km
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Percebendo o interesse da Ucrânia em integrar a Otan, que é liderada pelos Estados Unidos, e fazer parte da União Europeia, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ameaçou atacar o país, caso os ucranianos não desistissem da ideia
Andre Borges/Esp. Metrópoles
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Uma das exigências de Putin, portanto, é que o Ocidente garanta que a Ucrânia não se junte à organização liderada pelos Estados Unidos. Para os russos, a presença e o apoio da Otan aos ucranianos constituem ameaças à segurança do país
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A Rússia iniciou um treinamento militar junto à aliada Belarus, que faz fronteira com a Ucrânia, e invadiu o território ucraniano em 24 de fevereiro
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Por outro lado, a Otan, composta por 30 países, reforçou a presença no Leste Europeu e colocou instalações militares em alerta
OTAN/Divulgação
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Apesar de ter ganhado os holofotes nas últimas semanas, o novo capítulo do impasse entre as duas nações foi reiniciado no fim de 2021, quando Putin posicionou 100 mil militares na fronteira com a Ucrânia. Os dois países, que no passado fizeram parte da União Soviética, têm velha disputa por território
AFP
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Além disso, para o governo ucraniano, o conflito é uma espécie de continuação da invasão russa à península da Crimeia, que ocorreu em 2014 e causou mais de 10 mil mortes. Na época, Moscou aproveitou uma crise política no país vizinho e a forte presença de russos na região para incorporá-la a seu território
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Desde então, os ucranianos acusam os russos de usar táticas de guerra híbrida para desestabilizar constantemente o país e financiar grupos separatistas que atentam contra a soberania do Estado
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O conflito, iniciado em 24 de fevereiro, já impacta economicamente o mundo inteiro. Na Europa Ocidental, por exemplo, países temem a interrupção do fornecimento de gás natural, que é fundamental para vários deles
Vostok/ Getty Images
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Embora o Brasil não tenha laços econômicos tão relevantes com as duas nações, pode ser afetado pela provável disparada no preço do petróleo