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Igor Gadelha

Classe política precisa aceitar perder, diz senador do PL salvo no TSE

Após TSE rejeitar cassação de seu mandato, senador Jorge Seif (PL) criticou a "política" por recorrer à Justiça como "3º turno" da eleição

12/02/2026 13:26, atualizado 12/02/2026 13:53
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Agência Senado
Jorge Seif Fux

O senador bolsonarista Jorge Seif (PL-SC) desabafou à coluna nesta quinta-feira (12/2), após o plenário do TSE rejeitar, por unanimidade, a ação que pedia sua cassação por abuso de poder econômico nas eleições de 2022.

Seif, que é apoiador de primeira hora do ex-presidente Jair Bolsonaro, criticou “a política” por recorrr à Justiça como uma “forma de terceiro turno” nas eleições. O senador também reclamou de prejuízo financeiro com o caso.

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Senador Jorge Seif (PL-SC)
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Edilson Rodrigues/Agência Senado
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Vinícius Schmidt/Metrópoles
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Agência Senado
“Infelizmente, a política tem recorrido à Justiça como forma de terceiro turno. A chapa derrotada, não satisfeita com a derrota, não satisfeita com a derrota no TRE. Então, isso traz também, inclusive, prejuízo financeiro. Você sabe o custo de advogados, de banca de advogados em Brasília, deslocamento de avião, de equipe, de advogado. Enfim, isso traz um desgaste muito grande”, disse.

Para o senador, “a classe política precisa aceitar perder”. “A classe política, quando derrotado numa eleição, tem que aceitar. É certo lógico, se tivesse um crime. Agora, eles inventaram. Não teve uma prova, foi só narrativa”, disse.

A ação contra o senador do PL

A ação contra Seif foi protocolada no TSE pela coligação Bora Trabalhar (PSD, Patriota e União Brasil), após o Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) rejeitar o processo.

Seif foi acusado de utilizar, sem declarar, aviões do empresário Luciano Hang, dono das lojas Havan, para se locomover durante a campanha, algo que seria enquadrado como uma doação pela Justiça Eleitoral.

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Por unanimidade, o TSE rejeitou o recurso que pedia a cassação do mandato do senador. O primeiro a votar, o relator do caso, ministro Floriano de Azevedo Marques, entendeu que a produção de provas não foi suficiente.

Na quinta-feira, os ministros Estela Aranha, Nunes Marques, André Mendonça, Antonio Carlos Ferreira, Ricardo Villas Bôas Cueva e Cármen Lúcia concordaram com a falta de provas cabais e votaram para rejeitar a ação.