Ciro Nogueira escolhe novo advogado para defendê-lo no caso Master. Vídeo
Com a saída de Kakay da defesa de Ciro Nogueira, senador escolheu um novo advogado para representá-lo no STF, nas ações do caso Master

Após a saída de Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, o senador e presidente nacional do PP, Ciro Nogueira (PI), já escolheu um novo advogado para defendê-lo no caso Master.
O escolhido foi o criminalista Conrado Gontijo. Formado pela USP, o advogado é professor do IDP, instituto do ministro do STF Gilmar Mendes, e colaborador do grupo Prerrogativas.
Além disso, Conrado Gontijo tem uma relação familiar com Kakay. O advogado, segundo apurou a coluna, é afilhado do agora ex-defensor de Ciro Nogueira no caso Master.
Na manhã da segunda-feira (11/5), Kakay anunciou que, “em comum acordo”, deixaria a defesa de Ciro nas ações relacionadas ao escândalo do Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro.
Por que Ciro Nogueira trocou de advogado
Embora tenha sido anunciada como de “comum acordo”, a decisão da saída de Kakay partiu do senador. Os dois tiveram uma conversa no fim de semana, quando Ciro sinalizou a mudança.
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Ver todasO martelo, porém, só foi batido pelo presidente do PP durante uma conversa com Kakay na manhã da segunda-feira, após o advogado conceder uma entrevista ao vivo ao Metrópoles.
Aliados de Ciro afirmam que dois fatores principais pesaram na decisão do senador: o perfil “midiático” de Kakay e a proximidade do advogado com integrantes do governo Lula.
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Ver todasA avaliação é que esses dois aspectos poderiam prejudicar Ciro. Sobretudo em razão de o caso Master ser relatado no Supremo pelo ministro André Mendonça, avesso aos holofotes.
Também pesou na decisão de Ciro o fato de Kakay atuar como advogado de outras figuras implicadas no Caso Master. Entre elas, o ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB).
Na quinta-feira (7/5), endereços ligados ao senador foram alvo de buscas e apreensões da Polícia Federal, que apura a relação que Vorcaro mantinha com o presidente nacional do PP.
Em relatório encaminhado ao STF, a PF sustentou que Vorcaro e Ciro tinham uma relação baseada em interesses políticos e financeiros. Para investigadores, o senador teria atuado em favor do Master no Congresso.









