
Igor GadelhaColunas

Centrão discute nova faca no pescoço de Lula durante festa de cacique
Em aniversário de cacique do Centrão, lideranças do grupo discutiram próxima faca que colocarão no pescoço do governo Lula para 2026
atualizado
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No mesmo dia que o STF começou a julgar Jair Bolsonaro pela suposta trama golpista, caciques do Centrão se reuniram na terça-feira (2/9) em um restaurante no Lago Sul, em Brasília, para festejar.
O motivo da comemoração era o aniversário do deputado Danilo Forte (União-CE). Nas rodas de conversas da festa, caciques do grupo trataram de anistia e discutiram a próxima “faca no pescoço” do governo Lula.
Uma das propostas discutidas para pressionar a gestão petista foi estabelecer no Orçamento de 2026 um cronograma para obrigar o governo a pagar as emendas parlamentares em datas pré-estabelecidas.
Segundo relatos, ficou acertado que o próprio Danilo Forte, pai da ideia no Orçamento de 2024, vai apresentar uma emenda determinando que o governo terá 90 dias para pagar as emendas após as indicações.
A avaliação do Centrão é de que, se aprovado o cronograma, 2026 deve repetir o recorde de pagamentos de 2024 — que só não foi maior por conta do bloqueio imposto pelo STF no segundo semestre, exigindo transparência.
Em agosto, a coluna já tinha noticiado que aliados de Hugo Motta (Republicanos-PB) viam como inevitável a criação de um calendário para forçar o governo a quitar as emendas antes do período eleitoral de 2026.
A festa de Danilo Forte reuniu algumas das principais lideranças de partidos de centro. Entre elas, Hugo Motta; o ministro do Turismo, Celso Sabino (União); e o ex-prefeito de Salvador ACM Neto.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), e os presidentes do União Brasil, Antônio Rueda; do Republicanos, Marcos Pereira; e do MDB, Baleia Rossi, também marcaram presença.
Corrida presidencial
Outro assunto que dominou as conversas da festa foi a eleição de 2026. Apesar da presença de Caiado, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi citado como presidenciável favorito do Centrão.
De acordo com parlamentares presentes na comemoração, a maioria dos partidos de centro já estaria sendo “sugada” pela “força gravitacional” do governador de São Paulo, que é aliado de Jair Bolsonaro.
Caso Tarcísio não seja lançado como candidato do ex-presidente ao Palácio do Planalto, o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), apareceria como o favorito para herdar o apoio do Centrão.







