
Caso Master vira roleta-russa eleitoral: quem será o próximo?
Pré-candidatos aguardam desdobramentos do Caso Master e temem que escândalo impacte com revelações às vésperas da eleição

Faltando pouco mais de 100 dias para o primeiro turno das eleições, o Caso Master virou uma espécie de “roleta-russa” para os principais pré-candidatos, que se perguntam: quem será o próximo alvo das investigações?
Nas principais campanhas, o objetivo é tentar antecipar quem será o próximo a ter o nome associado ao Master, ao passo em que o período eleitoral se aproxima e o escândalo segue presente na disputa pela atenção do eleitor.
Em maio, o principal alvo foi o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), que rapidamente colocou seu bloco na rua para medir o impacto do caso “Dark Horse” nas suas intenções de voto ao Palácio do Planalto.
A vez agora é do líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), investigado por suas relações com Daniel Vorcaro e Agusto Lima e por sua suposta atuação no Congresso em pautas de interesse do Banco Master.
Apesar da preocupação, é improvável que, a três meses da eleição, o Caso Master, por si só, altere de forma significativa o comportamento do eleitorado, que costuma decidir o voto mais perto da data do pleito.
A menos, claro, que surjam novos desdobramentos mais próximos da data de abertura das urnas.
O caso “Dark Horse”, por exemplo, passou a ser alvo de apuração da Polícia Federal para verificar a eventual existência de desvios dos recursos doados por Vorcaro ao filme e possíveis usos eleitorais.
Já no PT, a principal preocupação recai novamente sobre os petistas baianos. Como mostrou a coluna, além de Jaques Wagner, Vorcaro citou em sua delação rejeitada o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa (PT-BA).
A pergunta que permanece é: no fim de setembro, às vésperas do primeiro turno das eleições de 2026, de quem será a vez na roleta-russa política do Caso Master?
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