Eleição 2026

Caso Master periga ressuscitar a “antipolítica” às vésperas da eleição

Citação ao ministro Dias Toffoli no celular de Daniel Vorcaro reforça sentimento de que “nada presta” faltando oito meses para as eleições

atualizado

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Ministro do Supremo Tribunal Federal STF José Antonio Dias Toffoli Metrópoles
1 de 1 Ministro do Supremo Tribunal Federal STF José Antonio Dias Toffoli Metrópoles - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O ministro do STF Dias Toffoli e setores do Congresso Nacional e do TCU parecem empenhados em trazer de volta um velho “monstro” que desperta calafrios em muita gente na época das eleições: a antipolítica.

Ao longo da quinta-feira (12/2), a sensação em Brasília, centro do poder político no Brasil, foi a de ver um “remake”. O caso do Banco Master teria virado uma espécie de “Lava Jato 2”, com envolvimento de boa parte da República.

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Vorcaro avisou ao presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), que não irá à audiência após decisão do ministro do STF André Mendonça
Ministro do STF Dias Toffoli
Banco Master
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Banco Master

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Vorcaro avisou ao presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), que não irá à audiência após decisão do ministro do STF André Mendonça
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Vorcaro avisou ao presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), que não irá à audiência após decisão do ministro do STF André Mendonça

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Ministro do STF Dias Toffoli
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Ministro do STF Dias Toffoli

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

E, assim como foi a operação contra desvios na Petrobras, as recentes movimentações de membros do Judiciário em relação ao Banco Master reforçam, a oito meses das eleições, a sensação de que “nada presta” em Brasília.

As citações a Dias Toffoli encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro — mais recente desdobramento do caso Master — colocou de vez o Supremo no meio do escândalo. Mas a Corte não está sozinha.

Enquanto Toffoli dá explicações, a cúpula do Congresso alega que não há “ambiente” para instalar uma CPI para apurar e dar publicidade ao escândalo, deixando o tema ser tratado de forma tangencial por outras CPIs.

Até mesmo o TCU, com a decisão do ministro Jhonatan de Jesus de limitar o acesso do Banco Central aos documentos do caso Master, reforça o sentimento de “grande acordo” para que ninguém saia queimado.

Há ainda uma trama paralela neste longa-metragem: a Câmara decidiu, para arrepio dos espectadores, criar um penduricalho extrateto para servidores da Casa, permitindo que ganhem mais do que o limite constitucional.

Todo o roteiro se desenvolve justamente no momento em que Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência e candidato a protagonista da antipolítica, dá sinais de que não quer esse papel no pleito.

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, ator principal da antipolítica em 2018, indica que será fiel aos princípios do pai, mas sem apelar para o “nada presta”, promovendo o diálogo em diversas frentes, inclusive com o Supremo.

Resta apenas saber o quanto o eleitorado está disposto a ver a refilmagem de 2018 e quem assumirá o papel de protagonista da antipolítica. Toffoli, Congresso e TCU já deram os ingredientes para um novo blockbuster.

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