Igor Gadelha

Carona de Janja e Moraes na FAB vai parar no MPF

Após coluna revelar “carona” de Janja e Moraes em voo da FAB, deputado acionou o Ministério Público Federal (MPF) para investigar viagem

atualizado

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Reprodução/Instagram “Viajando Sem Cueca”
Primeira-dama Janja, e os ministros Alexandre de Moraes (STF) e Ricardo Lewandowski (Justiça) desembarcando na área reservada a autoridades do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, após voo da FAB que partiu de Brasília, em 13 de junho - Metrópoles
1 de 1 Primeira-dama Janja, e os ministros Alexandre de Moraes (STF) e Ricardo Lewandowski (Justiça) desembarcando na área reservada a autoridades do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, após voo da FAB que partiu de Brasília, em 13 de junho - Metrópoles - Foto: Reprodução/Instagram “Viajando Sem Cueca”

A “carona” dada pelo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, à primeira-dama Janja e ao ministro do STF Alexandre de Moraes em um voo da FAB foi parar no Ministério Público Federal (MPF).

Após a coluna revelar o fato nesta segunda-feira (30/6), deputados de direita passaram a questionar a legalidade da carona. Um dos questionamentos foi feito pelo deputado federal Kim Kataguiri (União-SP).

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Primeira-dama Janja, e os ministros Alexandre de Moraes (STF) e Ricardo Lewandowski (Justiça) desembarcando na área reservada a autoridades do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, após voo da FAB que partiu de Brasília, em 13 de junho
Primeira-dama Janja, e os ministros Alexandre de Moraes (STF) e Ricardo Lewandowski (Justiça) desembarcando na pista do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, após voo da FAB
Aeronave da FAB que transportou o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, a primeira-dama Janja e o ministro do STF Alexandre de Moraes de Brasília a São Paulo em 13 de junho
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Aeronave da FAB que transportou o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, a primeira-dama Janja e o ministro do STF Alexandre de Moraes de Brasília a São Paulo em 13 de junho

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Kataguiri protocolou uma representação no MPF pedindo a investigação de possível uso indevido dos aviões da FAB. O deputado avalia que carona pode configurar ato de improbidade administrativa de Lewandowski.

“A conduta descrita, consistente na utilização de aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) por agente público — no caso, a primeira-dama Janja da Silva — sem vínculo funcional direto ou atribuição institucional formalizada, e por autoridade do Judiciário, fora de agenda oficial previamente divulgada e com potencial ausência de interesse público, pode caracterizar grave desvio de finalidade administrativa, ensejando consequências civis, penais e administrativas”, diz Kataguiri.

Bolsonaristas questionam carona

O voo conjunto de Janja e Moraes também despertou questionamentos de figuras importantes da bancada bolsonarista. Dentre eles, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), e Nikolas Ferreira (PL-MG).

Nikolas focou suas críticas em Moraes, relator do chamado “inquérito do golpe”. Segundo o deputado mineiro, o ministro do STF “nem disfarça” o fato de embarcar com a esposa do principal adversário de Jair Bolsonaro.

“Fico imaginando o teor das conversas entre ambos ao longo da viagem. O nível de imoralidade e de parcialidade demonstrado por esse senhor não tem limites”, afirmou Nikolas nas redes sociais.

Já o líder do PL na Câmara preferiu lembrar da vitória ao derrubar o decreto do IOF de Lula e questionar seus leitores ao compartilhar a notícia: “Já pagou seus impostos hoje?”.

Outro lado

Segundo registros da Aeronáutica, a aeronave da FAB decolou de Brasília às 9h15 e pousou no Aeroporto de Congonhas, na capital paulista, às 10h50, com 12 passageiros abordo.

Nem a FAB, nem o Ministério da Justiça informaram o nome dos passageiros. A coluna, porém, recebeu imagens de Janja e Moraes desembarcando do voo ao lado de Lewandowski e seguranças.

A assessoria de imprensa da primeira-dama confirmou que ela viajou no voo. Segundo a assessoria, Janja tinha uma consulta médica e “viajou de carona” em um voo já solicitado por Lewandowski.

“Janja tinha uma consulta na ginecologista e viajou de carona com os ministros, em um avião da FAB que já estava solicitado pelo ministro Lewandowski. Não tendo, então, custos adicionais para a União”, informou a assessoria de Janja.

Procurados, o Ministério da Justiça e a assessoria de imprensa do STF não responderam. O espaço segue aberto para eventuais manifestações de Lewandowski e de Alexandre de Moraes.

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