
Igor GadelhaColunas

Calendário apertado dificulta votação de anistia a Bolsonaro
Aposta da oposição para salvar Jair Bolsonaro da prisão, anistia enfrenta calendário apertado para ser votada no Congresso Nacional
atualizado
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Com o STF começando a julgar o último recurso de Jair Bolsonaro contra a condenação no inquérito do golpe, restou aos bolsonaristas apostar tudo na aprovação de uma anistia ao ex-presidente via Congresso Nacional. O calendário, porém, dificulta a votação da proposta ainda em 2025.
O projeto da anistia tramita atualmente na Câmara. Nas próximas duas semanas, porém, a Casa deve realizar votações de forma remota, em razão da COP30, o que praticamente torna nula as chances de Hugo Motta (Republicanos-PB) colocar o tema em votação nesse período.
Líder da oposição na Câmara, o deputado Zucco (PL-RS) tem consciência das dificuldades em pautar o tema nas próximas semanas. O parlamentar lembra que, após esse período de votações remotas, restarão praticamente quatro semanas para encerrar o ano legislativo de 2025.
Na terça-feira (4/11), Zucco e outros deputados da oposição se reuniram com Motta para pressionar pela anistia. O presidente da Câmara, porém, não cravou uma data. “Acredito que ele vá pautar. Ele não deu data a, b ou c. Mas ficou pelo menos construído de avançar até o final do semestre”, disse à coluna.
Líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ) afirmou à coluna que o “ideal” seria “votar logo” a anistia, para livrar Bolsonaro da prisão. O deputado promete “agir politicamente”, caso o ministro do STF Alexandre de Moraes envie o ex-presidente para cumprir pena no complexo da Papuda.
“Nossas ações são políticas. Neste momento, é hora de os advogados deles agirem. Mas nós vamos agir politicamente, caso esse absurdo venha acontecer!”, disse o líder do PL à coluna.
Mesmo que seja aprovado pela Câmara, o projeto da anistia ainda precisa ser votado pelo Senado, onde há resistência maior ao tema. Do Congresso Nacional, a proposta tem ainda de ser enviada ao Palácio do Planalto, e provavelmente seria vetada pelo presidente Lula.







