Cabeçalho da "carta aos brasileiros" enfraquece versão de Bolsonaro
Defesa disse ao STF que Bolsonaro "jamais soube" que carta lida por Flávio seria publicizada, mas cabeçalho do documento contradiz versão

O cabeçalho da carta escrita por Jair Bolsonaro e lida publicamente por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enfraquece a versão apresentada pela defesa do ex-presidente ao ministro do STF Alexandre de Moraes.
Na manifestação enviada ao Supremo na quarta-feira (15/7), os advogados de Bolsonaro sustentam que ele “jamais soube” que a documento seria tornado público, nem orientou ou combinou o seu uso nas redes sociais.
“A defesa esclarece, objetivamente, que o peticionário jamais soube que a carta seria publicizada, tampouco houve qualquer orientação, ajuste ou combinação prévia acerca da utilização de redes sociais para esse fim”, escreveu a defesa.
O documento lido por Flávio, contudo, traz no cabeçalho que se tratava de uma “carta aos brasileiros”. O destinatário sugere que o texto foi elaborado para ser divulgado de alguma forma, com amplo alcance.
Único caminho para Bolsonaro
Nos bastidores, aliados de Bolsonaro admitem que a argumentação da defesa foi fraca. Mas ponderam que era o único caminho possível para evitar a revogação da prisão domiciliar huminitária do ex-presidente.
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Ver todasBolsonaristas lembram que, na decisão em que autorizou a prisão domiciliar humanitária do ex-presidente, Moraes deixou claro que o ex-chefe do Palácio do Planalto estava proibido de se manifestar publicamente.
Assim, admitir que Bolsonaro sabia previamente que a carta seria divulgada significaria reconhecer uma possível violação das medidas cautelares, o que poderia levar o ex-mandatário de volta ao regime fechado.
Até agora, Moraes puniu apenas Flávio pela divulgação da carta. O ministro proibiu o senador de visitar o pai por 90 dias. Com isso, os dois só poderão voltar a se falar em 11 de outubro, uma semana após o primeiro turno.














