Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Igor Gadelha

Boulos aciona MP contra gestão Nunes em caso de empresas ligadas a PCC

Guilherme Boulos quer que MP investigue porque prefeitura não tinha salvaguardas para prevenir contratos com empresas ligadas ao PCC

18/04/2024 19:44, atualizado 18/04/2024 19:48
Câmara dos Deputados
Imagem colorida mostra Guilherme Boulos, homem branco, de cabelo e barba castanhos, de terno azul, camisa branca e gravata vermelha, falando ao microfone no plenário da Câmara dos Deputados - Metrópoles

Pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, o deputado Guilherme Boulos (PSol) acionou o Ministério Público para que a atual gestão da cidade seja investigada pela  contratação de empresas de ônibus com supostas ligações com o PCC.

O caso envolve duas empresas com contratos com a prefeitura paulistana, a Transwolff e UPBus. Na semana passada, uma operação do MP prendeu dirigentes das duas companhias por suposto envolvimento com a facção.

Na representação, Boulos aponta a “absoluta inexistência de salvaguardas para prevenir a penetração de organizações criminosas em contratos de concessão pública na cidade”, apesar da obrigação legal de fiscalização.

Receba no seu email as notícias da coluna Igor Gadelha

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

O parlamentar do PSol pede que a prefeitura seja investigada por essa falta de mecanismos de controle, especialmente no âmbito da SPTrans, estatal que possuía os contratos com as empresas alvos da operação.

Entre no canal de WhatsApp da Coluna Igor Gadelha
“A propósito, é o caso de indagar se será coincidência que justamente a SPTrans careça de um programa de integridade e se veja envolvida em um escândalo tão grave”, diz a representação.

Empresas investigadas

De acordo com as investigações do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), antecipadas pelo Metrópoles no domingo (7/4), as empresas eram usadas pelo PCC para lavar dinheiro do tráfico de drogas.

Ao todo, seis pessoas foram presas, incluindo Luiz Carlos Efigênio Pacheco, o Pandora, dono da Transwolff. No dia seguinte, o MPSP denunciou 26 pessoas por organização criminosa, extorsão, lavagem de dinheiro e apropriação indébita.

Após a ação do Ministério Público, as duas empresas estão sob intervenção da prefeitura, que assumiu a operação de transporte para que os usuários paulistanos não fiquem prejudicados com a paralisação dos ônibus.