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Igor Gadelha

Bolsonaro teve 2 encontros com Villas Boas enquanto militares discutiam golpe

Jair Bolsonaro se reuniu ao menos duas vezes com general Villas Boas enquanto auxiliares presidenciais discutiam golpe contra Lula

Repórter de Igor Gadelha19/06/2023 06:00, atualizado 18/06/2023 19:56
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Isac Nóbrega/PR
Jair Bolsonaro e conversa com o general da reserva Villas Bôas, sentado em uma cadeira de rodas e usando um tubo de ventilação no nariz - Metrópoles

O ex-presidente Jair Bolsonaro teve ao menos dois encontros com o general da reserva Eduardo Villas Boas em dezembro de 2022, enquanto auxiliares presidenciais e outros militares discutiam um possível golpe para evitar a posse de Lula.

As duas conversas aconteceram em Brasília, na casa de Villas Boas, que sempre foi considerado um dos principais conselheiros de Bolsonaro, sobretudo sobre o meio militar. A primeira reunião entre eles ocorreu em 7 de dezembro. A segunda, no dia 20.

Naquela época, como revelaram agora as mensagens do celular de Mauro Cid, o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e outros militares próximos a ele defendiam que o então presidente acionasse as Forças Armadas para evitar a posse de Lula.

As mensagens, periciadas pela Polícia Federal, também mostram conversas de teor golpista entre Gabriela Cid, mulher de Mauro Cid, e Ticiana Villas Boas, filha do general. No diálogo, elas incentivavam invasão de caminhoneiros em Brasília.

Postagens polêmicas

O general Villas Boas, vale lembrar, postou mensagem nas redes sociais após a derrota de Bolsonaro para Lula exaltando as manifestações golpistas nas portas de quartéis. Ele ressaltou que a população estava ali “pedindo socorro às Forças Armadas”.

O militar também ficou conhecido por ter tuitado na véspera do julgamento de um habeas corpus de Lula pelo STF em 2018, quando era comandante do Exército, que a instituição compartilhava o “anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade”.

Na época dos encontros com Villas Boas e da troca de mensagens golpistas de seus aliados, no final de 2022, Bolsonaro se mantinha calado publicamente e recluso no Palácio da Alvorada, sem reconhecer a derrota para Lula nas urnas.

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