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Igor Gadelha

Bolsonaro pretende visitar policiais feridos por Roberto Jefferson

Ideia do presidente da República é visitar os policiais feriados quando for ao Rio de Janeiro, no fim desta semana

25/10/2022 06:00, atualizado 25/10/2022 09:54
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Igo Estrela/Metrópoles
Presidente é Bolsonaro entrevistado pela jornalista Lilian Tahan, do portal Metrópoles. Ambos estão sentado em salão amplo do palácio da Alvorada e o presidente fala gesticulando - Metrópoles

O presidente Jair Bolsonaro articula visita ao delegado e à agente da Polícia Federal feridos pelos tiros e pelas granadas disparados pelo ex-deputado Roberto Jefferson (PTB), ao resistir à prisão, no domingo (23/10).

A ideia do presidente é visitar os policiais quando for ao Rio de Janeiro, no fim desta semana, para participar do debate da TV Globo. O evento na emissora está marcado para a noite de sexta-feira (28/10).

Até essa segunda-feira (24/10), Bolsonaro ainda não tinha falado diretamente com os policiais federais feridos. Ele monitorou a situação por meio do ministro da Justiça, Anderson Torres.

Segundo a PF, os policiais se feriram com os estilhaços da granada disparada por Jefferson. O delegado e a agente foram levados ao pronto-socorro, mas receberam alta ainda no domingo. Ambos passam bem.

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Erro

Como noticiou a coluna, auxiliares de Bolsonaro e integrantes da campanha avaliaram como um “erro” o fato de o presidente ter anunciado que havia enviado o ministro da Justiça ao Rio para acompanhar o caso de Jefferson.

A avaliação foi de que, ao anunciar a ida de Torres no Twitter sem dar outras explicações, Bolsonaro demonstrou estar mais preocupado com Jefferson do que com os policiais feridos.

Houve também a preocupação de que a mensagem do presidente da República tenha indicado que ele estaria interferindo na Polícia Federal para proteger um aliado (no caso, Roberto Jefferson).

Após o diagnóstico de que a fala inicial pegou mal, Bolsonaro subiu o tom ao anunciar a prisão de Jefferson. Dessa vez, o presidente ressaltou os tiros do aliado contra os policiais e chamou Jefferson de “criminoso”.