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Igor Gadelha

Bolsonaro vê um motivo para Mauro Cid ter feito delação premiada

Ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro na Presidência, Mauro Cid firmou acordo de delação premiada com a PF e, dias depois, foi solto

02/03/2024 05:00, atualizado 02/03/2024 09:03
Vinícius Schmidt/Metrópoles
Tenente-coronel do Exército Brasileiro, Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, fica em silêncio durante sessão da CPMI do 8 de Janeiro

O ex-presidente Jair Bolsonaro vê um motivo principal para o tenente-coronel Mauro Cid, seu ex-ajudante de ordens, ter fechado acordo de delação premiada com a Polícia Federal.

Em conversas reservadas, Bolsonaro avalia que Cid só delatou porque estaria sob forte pressão ao ser mantido preso por mais de 100 dias, por ordem do ministro do STF Alexandre de Moraes.

A aliados o ex-presidente tem lembrado que seu ex-ajudante de ordens ficou por quase um mês proibido de receber visitas da própria esposa e de seu pai, o general da reserva Mauro Lorena Cid.

A proibição para Cid receber a mulher e o pai ocorreu na penúltima semana de agosto de 2023. No dia 9 de setembro, Moraes homologou a delação do tenente-coronel e mandou soltá-lo da prisão.

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Nas conversas de bastidores, Bolsonaro tem comparado a situação de seu ex-ajudante de ordens a presos pela Operação Lava Jato, que só costumavam ser soltos após fechar delação.