Bolsonaro autoriza nova ação das Forças Armadas na Amazônia

Informação foi confirmada à coluna pelo vice-presidente Hamilton Mourão, que se reuniu nesta quinta-feira com Bolsonaro para tratar do tema

atualizado 10/06/2021 17:12

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Em meio a pressões internas e externas pela redução do desmatamento na Amazônia, o presidente Jair Bolsonaro autorizou, nesta quinta-feira (10/6), uma nova operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para combater ilícitos ambientais na região, com emprego das Forças Armadas.

A informação foi confirmada à coluna pelo vice-presidente, Hamilton Mourão, que se reuniu nesta quinta-feira com Bolsonaro para tratar do assunto. “GLO aprovada”, disse Mourão ao Metrópoles, em referência à operação, que deve contar ainda com funcionários do Ibama e do ICMBio.

A proposta do vice-presidente, que é coordenador do Conselho da Amazônia Legal, prevê que a operação vai durar três meses, com custo total de R$ 75 milhões. Será a terceira operação desse tipo autorizada pelo presidente da República. A última expirou em abril.

Tímida

Em entrevistas recentes, Mourão já havia antecipado que uma nova fase da GLO na Amazônia seria “mais tímida” em relação aos gastos. “Ou abre uma ação orçamentária e a gente dá um apoio de inteligência e logística para as agências, ou bota uma GLO mais tímida”, disse.

A Operação Verde Brasil 2 se encerrou no dia 30 de abril, mas Bolsonaro não manifestou interesse na prorrogação da ação. Coincidindo com a retirada do militares da Amazônia, os índices do desmatamento e queimadas bateram recordes históricos, a partir de maio.

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o total de focos de queimadas registrados na Amazônia Legal em maio deste ano foi 49% maior que o número registrado no mesmo mês de 2020. O número é ainda 34,5% superior à média histórica do mês.

Além das queimadas, a Amazônia ainda enfrenta recorde de desmatamento há três meses consecutivos. Até o dia 28 de maio, a região tinha 1.180 km² de área sob alerta de desflorestação, o maior número para o mês desde 2016. Os dados também são do Inpe.

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