Igor Gadelha

Bolsonaro aguardará Congresso para decidir reajuste à PF, diz líder

Após reunião com presidente, líder do PSC na Câmara disse à coluna que Jair Bolsonaro quer discutir com Congresso reajuste a policias

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Fotografia colorida de Jair Bolsonaro retirando a máscara de proteção contra a Covid-19 - Metrópoles
1 de 1 Fotografia colorida de Jair Bolsonaro retirando a máscara de proteção contra a Covid-19 - Metrópoles - Foto: Igo Estrela/Metrópoles

O presidente Jair Bolsonaro quer aguardar o retorno dos trabalhos do Congresso Nacional, no início de fevereiro, para decidir se concederá ou não reajuste salarial e reestruturação da carreira de policiais federais.

A informação é do líder do PSC e vice-líder do governo na Câmara, deputado Aluísio Mendes (MA), que se reuniu com o presidente da República nessa quinta-feira (13/1), no Palácio do Planalto.

À coluna, Mendes, que é agente da Polícia Federal, afirmou que, em meio a reclamação de outras categorias do funcionalismo, Bolsonaro quer “tratar esse assunto” com os parlamentares e com a sociedade.

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O aumento salarial para a área da segurança partiu de uma demanda do próprio presidente
No fim de 2021, antes da votação do Projeto de Lei Orçamentária (PLOA), o Ministério da Economia enviou um ofício ao Congresso Nacional pedindo que fossem reservados R$ 2,5 bilhões para reajustes salariais em 2022
No entanto, o orçamento enviado só prevê correção salarial para a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Departamento Penitenciário Nacional (Depen)
Como consequência, servidores da Receita Federal e do Banco Central começaram a entregar cargos, em protesto
Além disso, o Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), composto por mais de 30 categorias, programou para 18 de janeiro o Dia Nacional de Mobilização. A intenção é pressionar o governo a conceder reajuste para todos os servidores
O governo Bolsonaro vive período conturbado com alguns servidores públicos. Tudo começou depois que foi anunciado reajuste salarial para policiais, mas o aumento financeiro de outras categorias ficou de fora dos planos
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O governo Bolsonaro vive período conturbado com alguns servidores públicos. Tudo começou depois que foi anunciado reajuste salarial para policiais, mas o aumento financeiro de outras categorias ficou de fora dos planos

Hugo Barreto/Metrópoles
O aumento salarial para a área da segurança partiu de uma demanda do próprio presidente
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O aumento salarial para a área da segurança partiu de uma demanda do próprio presidente

Gustavo Moreno/Especial Metrópoles
No fim de 2021, antes da votação do Projeto de Lei Orçamentária (PLOA), o Ministério da Economia enviou um ofício ao Congresso Nacional pedindo que fossem reservados R$ 2,5 bilhões para reajustes salariais em 2022
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No fim de 2021, antes da votação do Projeto de Lei Orçamentária (PLOA), o Ministério da Economia enviou um ofício ao Congresso Nacional pedindo que fossem reservados R$ 2,5 bilhões para reajustes salariais em 2022

Thiago S. Araújo/Especial para o Metrópoles
No entanto, o orçamento enviado só prevê correção salarial para a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Departamento Penitenciário Nacional (Depen)
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No entanto, o orçamento enviado só prevê correção salarial para a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Departamento Penitenciário Nacional (Depen)

Matheus Veloso/Especial Metrópoles
Como consequência, servidores da Receita Federal e do Banco Central começaram a entregar cargos, em protesto
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Como consequência, servidores da Receita Federal e do Banco Central começaram a entregar cargos, em protesto

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Além disso, o Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), composto por mais de 30 categorias, programou para 18 de janeiro o Dia Nacional de Mobilização. A intenção é pressionar o governo a conceder reajuste para todos os servidores
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Além disso, o Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), composto por mais de 30 categorias, programou para 18 de janeiro o Dia Nacional de Mobilização. A intenção é pressionar o governo a conceder reajuste para todos os servidores

Morsa Images/ Getty Images
Sem resposta, servidores públicos de mais de 40 órgãos federais realizaram, no dia 18 de janeiro, protestos em frente ao Banco Central e ao Ministério da Economia, em Brasília, cobrando por reajustes com base na correção da inflação
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Sem resposta, servidores públicos de mais de 40 órgãos federais realizaram, no dia 18 de janeiro, protestos em frente ao Banco Central e ao Ministério da Economia, em Brasília, cobrando por reajustes com base na correção da inflação

MmeEmil / Getty Images
Em meio à repercussão, Bolsonaro chegou a afirmar que todos os servidores merecem aumento. Contudo, em nenhum momento especificou se outras categorias, além da segurança pública, receberiam o reajuste
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Em meio à repercussão, Bolsonaro chegou a afirmar que todos os servidores merecem aumento. Contudo, em nenhum momento especificou se outras categorias, além da segurança pública, receberiam o reajuste

Rafaela Felicciano/Metrópoles
A pressão do funcionalismo público por aumento salarial tem preocupado a equipe econômica. O ministro Paulo Guedes, no entanto, não esconde que é contra qualquer reajuste
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A pressão do funcionalismo público por aumento salarial tem preocupado a equipe econômica. O ministro Paulo Guedes, no entanto, não esconde que é contra qualquer reajuste

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De acordo com Guedes, o governo precisa “ficar firme”. “Sem isso, é como Brumadinho: pequenos vazamentos sucessivos, até explodir a barragem e todos morrerem na lama”, disse o ministro sobre o assunto
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De acordo com Guedes, o governo precisa “ficar firme”. “Sem isso, é como Brumadinho: pequenos vazamentos sucessivos, até explodir a barragem e todos morrerem na lama”, disse o ministro sobre o assunto

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“Ele (Bolsonaro) disse que entende e compreende a necessidade dessa reestruturação. Mas entende que precisamos dar um passo atrás para discutir isso de forma mais transparente. Acho que o erro foi não ter feito essa discussão durante o ano que passou (2021). Parece que era um aumento de salário em um momento que ninguém tem aumento. Vamos recuar um pouco para fazer isso de forma mais transparente. Vamos esperar um pouco mais de fazer”, disse Aluísio.

A ideia inicial do presidente era tratar da reestruturação da carreira, que diferenciaria mais o salário de entrada na PF do salário final das carreiras, via uma Medida Provisória.

Agora, de acordo com o líder do PSC, a tendência é debater isso entre fevereiro e março por meio de um projeto de lei que começará a tramitar pela Câmara dos Deputados.

“Senti a disposição do presidente. Ele me disse que houve uma reação muito negativa. Que precisa esperar que o Congresso volte a funcionar para tratar esse assunto em parceria com os parlamentares e com a sociedade. Mostrar que é uma reestruturação, que é algo que já foi feito em outras áreas da administração federal”, explicou.

A promessa de Bolsonaro aos policiais gerou insatisfação em outros servidores públicos. Funcionários da Receita Federal, por exemplo, estão em greve desde o fim de dezembro, com mais de 300 analistas tributários já tendo entregue seus cargos. 

Diante da reação, aliados de Bolsonaro, como o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), já levantaram a hipótese de não conceder reajuste para nenhuma carreira do funcionalismo público.

Acordo com Paulo Guedes

A pedido do presidente, o Congresso já aprovou um valor de R$ 1,79 bilhão no Orçamento da União de 2022 para dar o reajuste a policiais federais. A concessão de fato, porém, ainda depende de decisão final do presidente.

Como mostrou a coluna, enquanto não bate o martelo, Bolsonaro selou um acordo de procedimentos com o ministro da Economia, Paulo Guedes, que é contrário à concessão de reajustes agora.

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