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Igor Gadelha

Bolsonaristas reclamam da proximidade de Motta com Lula

Caciques bolsonaristas na Câmara reclamam que Hugo Motta tem os colocado em "saias-justas" em votações que agradam

21/06/2026 07:00
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Ricardo Stuckert / PR
Presidente Lula e Hugo Motta (Republicanos-PB)

Caciques bolsonaristas da Câmara têm reclamado, nos bastidores, da proximidade do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), com o presidente Lula por causa da eleições de 2026.

Reservadamente, lideranças bolsonaristas dizem compreender a necessidade de Motta em se aproximar do PT por conta da popularidade de Lula na Paraíba, reduto eleitoral do deputado.

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Hugo Motta, presidente da Câmara
Presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB)
O presidente da Câmara, Hugo Motta
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O presidente da Câmara, Hugo Motta

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Hugo Motta, presidente da Câmara
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Hugo Motta, presidente da Câmara

Reprodução/Youtube
Presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB)
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Presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB)

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

Os bolsonaristas reclamam, porém, que o presidente da Câmara estaria colocando a bancada de oposição na Casa em situações cada vez mais delicadas às vésperas da disputa eleitoral de outubro.

Eles citam como exemplo a votação da PEC do fim da escala 6×1. Boa parte da bancada bolsonarista teve de votar a favor da proposta, que é popular, mas enfrenta críticas internas entre deputados de direita.

Outra pauta com potencial de colocar os bolsonaristas em uma situação difícil é o chamado PL da Misoginia, o qual o presidente da Câmara também pretende votar antes das eleições.

Para oposicionistas, trata-se de mais uma situação de “perde-perde” para a direita. Se votarem contra, poderão ser taxados de defensores de agressores. Se votarem a favor, podem ser criticados pela militância por ceder a pautas identitárias da esquerda.

Lideranças da oposição lembram que, para se eleger presidente da Câmara em fevereiro de 2025, Motta precisou dos votos do PL, e não apenas do PT. Os dois partidos apoiaram o paraibano.

Diante das recentes posições do presidente da Casa, bolsonaristas afirmam que as negociações para a próxima eleição ao comando da Câmara, prevista para fevereiro de 2027, serão mais duras.

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