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Igor Gadelha

Ordem a bolsonaristas é evitar discursos sobre impeachment na Paulista

Organizadores do ato de Jair Bolsonaro na Av. Paulista pediram que políticos que discursarão evitem menções a pedidos de impeachment de Lula

25/02/2024 05:00, atualizado 25/02/2024 13:21
Reprodução/redes sociais
Candidato Jair Bolsonaro cumprimenta apoiadores durante durante motocarreata em Belo Horizonete, Minas Gerais - Metrópoles

Organizadores do ato em desagravo a Jair Bolsonaro neste domingo (25/2), na Avenida Paulista, pediram aos políticos que discursarão no evento que não mencionem, em suas falas, o pedido de impeachment de Lula.

O temor dos bolsonaristas é que eventuais discursos nesse sentido façam o evento ser visto mais como uma manifestação pró-impeachment de Lula do que como um desagravo ao ex-presidente da República.

Segundo um parlamentar próximo de Bolsonaro, o foco será “total” no ex-presidente, que pretende usar a manifestação para se defender das acusações de que tramou um golpe de Estado no fim de seu governo.

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Apesar da ordem, bolsonaristas admitem que será difícil controlar cartazes de apoiadores do ex-presidente que estiverem na Paulista defendendo o impeachment de Lula.

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O pedido de impeachment

Nesta semana, parlamentares bolsonaristas aproveitaram a fala de Lula comparando a morte de palestinos na Faixa de Gaza ao Holocausto para apresentar um pedido de impeachment contra o petista.

O pedido de impeachment de Lula, como noticiou o Metrópoles, foi protocolado pela deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) na sexta-feira (23/2), com cerca de 140 assinaturas.

Nesta semana, a oposição também planeja um ato no Senado. A ideia é promover a entrega simbólica do pedido aos senadores, responsáveis por julgar o mérito do impeachment, caso o processo avance no Congresso.