
Igor GadelhaColunas

Auxiliares de Lula veem Lulinha como ativo eleitoral para o pai
Ideia dos auxiliares de Lula é fazer uma comparação do tratamento dado pelo presidente a Lulinha com a forma com que Bolsonaro tratou Flávio
atualizado
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Aliados e auxiliares do presidente Lula avaliam que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. pode ser usado como um “trunfo” durante a campanha do pai à reeleição em 2026.
Na avaliação do entorno do presidente, Lulinha já foi um “grande problema”. Hoje, contudo, já seria um “problema menor”, na medida em que estaria sendo “desmistificado”.
Sob reserva, auxiliares presidenciais avaliam como positivo o fato de a defesa de Lulinha colocá-lo à disposição para prestar depoimento no STF sobre a “Farra do INSS”.
Assessores de Lula apontam ainda que a própria quebra de sigilo do filho do presidente também teria sido um ganho político, por não ter demonstrado relação com o caso.
Diante desse cenário, aliados defendem que seria possível explorar na campanha a reação de Lula no caso filho e compará-la a com a de Jair Bolsonaro com o filho Flávio.
Quando estava na presidência, Jair Bolsonaro foi acusado de atuar para tentar blindar Flávio Bolsonaro, que era alvo da investigação sobre o caso das rachadinhas.
Mudança de estratégia
Como noticiou a coluna, a postura colaborativa da defesa de Lulinha no inquérito da “Farra do INSS” mira tanto uma estratégia jurídica quanto política.
Na esfera jurídica, o objetivo é evitar que o STF ordene medidas mais duras contra Lulinha, como busca e apreensão, tornozeleira eletrônica ou até prisão preventiva.
Já no campo político, a estratégia seria antecipar o debate sobre o tema e, assim, tentar evitar que a discussão se prolongue até o início da campanha eleitoral.







