
Auxiliares de Lula buscam TSE após minuta para bloquear canais no WhatsApp
Interlocutores de Lula procuraram ministros do TSE para aferir se proposta de bloquear canais de WhatsApp 48h antes da eleição avançaria

Auxiliares do presidente Lula procuraram ministros do TSE na quarta-feira (21/10), após vir à tona uma proposta de bloqueio de canais de WhatsApp com mais de 200 mil usuários nas 48 horas anteriores ao segundo turno.
Segundo apurou a coluna, ministros do governo e integrantes da campanha de Lula procuraram ao menos dois magistrados da Corte Eleitoral: o atual presidente do tribunal, Nunes Marques, e Floriano Marques.
Nas conversas, os auxiliares de Lula tentaram aferir a possibilidade de a proposta de bloqueio dos canais avançar. Como resposta, ouviram que a ideia não será submetida à votação no plenário do TSE antes da votação.
Nunes Marques, segundo relatos, disse a interlocutores de Lula que não concordava com a mudança de regras durante o fogo e que o eventual veto aos canais de WhatsApp agora poderia ferir o princípio da normalidade.
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Em nota oficial, o ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE, afirmou que a proposta foi discutida por todos os integrantes do tribunal em duas reuniões: uma na sexta-feira (16) e outra na terça-feira (20).
“Nessas reuniões, houve consenso entre todos os ministros sobre a necessidade de tratar do assunto. Por decisão conjunta, ficou a cargo do ministro André Mendonça elaborar o texto, que seria submetido à avaliação e à deliberação de todos”, disse Mendonça.
O ministro afirmou que, por “tradição”, cabe ao vice-presidente do TSE redigir os atos normativos que o colegiado vai apreciar e fez questão de ressaltar que a minuta não era uma iniciativa individual.
Por volta das 14h da quarta-feira (21/10), Mendonça informou à coluna que a proposta não seria mais analisada pelo plenário do TSE. Segundo ele, o presidente da Corte teria avisado os ministros da decisão.






