Áudio de Flávio a Vorcaro ajuda 2 nomes da direita, avalia ala do PL
Para lideranças do PL, dois presidenciáveis da direita devem se beneficiar politicamente do áudio de Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro
atualizado
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Lideranças do PL são praticamente unânimes, nos bastidores, em admitir que o vazamento de um áudio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao banqueiro Daniel Vorcaro provocará estrago político-eleitoral ao presidenciável.
Sob reserva, uma ala do partido vai além e avalia que o episódio deverá ajudar outros dois candidatos da direita ao Palácio do Planalto nas próximas pesquisas de intenção de voto: Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão).
A aposta dessas lideranças do PL é de que Zema será o nome da direita que mais crescerá. Para isso, avaliam, o ex-governador precisa investir no discurso de que seria o “único candidato verdadeiramente antissistema”.
Zema já começou a colocar a estratégia em prática. Logo após a divulgação do áudio, o ex-governador foi às redes sociais chamar de “imperdoável” e “um tapa na cara dos brasileiros de bem” o pedido de patrocínio de Flávio a Vorcaro.
“Flávio Bolsonaro, ouvir você cobrando dinheiro do Vorcaro é imperdoável. É um tapa na cara dos brasileiros de bem”, afirmou Zema em vídeo.
O áudio de Flávio a Vorcaro
O áudio de Flávio enviado a Vorcaro foi revelado pelo site The Intercept Brasil. Na gravação, o senador cobra do banqueiro o pagamento do patrocínio ao filme “Dark Horse”, que contará a história do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A cobrança de Flávio a Vorcaro divulgada pelo site teria ocorrido em 16 de novembro de 2025, um dia antes de Vorcaro ser preso pela primeira vez e dois dias antes da liquidação do Banco Master.
O que diz Flávio
Em nota à imprensa, Flávio confirmou ter pedido dinheiro a Vorcaro, mas negou ter recebido vantagens. Segundo o senador, a conversa mostra “um filho procurando patrocínio privado para um filme privado” sobre a história do pai.
O senador também destacou que conheceu Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, antes das acusações sobre o caso do Banco Master, e que retomou o contato com o banqueiro em 2025 após o atraso nas parcelas do patrocínio.












