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Igor Gadelha

As ousadas metas eleitorais do Centrão de olho no pós-Lula

PSD e federação PP-União Brasil fixaram metas ousadas para tentar ampliar suas bancadas no Congresso a partir de 2027, de olho no pós-Lula

09/02/2026 05:30, atualizado 09/02/2026 12:38
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Foto: Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova
O Secretário de Governo e Relações Institucionais do Estado de São Paulo, Gilberto Kassab

Céticos com a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) e prevendo a possível reeleição do presidente Lula, partidos do Centrão estabeleceram metas ousadas para ampliar suas bancadas no Congresso Nacional a partir de 2027.

O PSD de Gilberto Kassab, por exemplo, quer aumentar a bancada de deputados de 47 para 70 e reeleger 11 dos 13 senadores. Já a federação PP–União Brasil mira expandir a bancada de 119 para 130 parlamentares no Congresso.

As ousadas metas eleitorais do Centrão de olho no pós-Lula - destaque galeria
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Senador Ciro Nogueira (PP-PI)
Ciro Nogueira e Tarcísio de Freitas
Antonio Rueda, presidente do União Brasil
Os presidentes do União Brasil, o advogado Antônio Rueda, e do PP, o senador Ciro Nogueira (PI), anunciam desembarque do governo Lula
Gilberto Kassab, presidente do PSD
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Gilberto Kassab, presidente do PSD

Agência Brasil
Senador Ciro Nogueira (PP-PI)
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Senador Ciro Nogueira (PP-PI)

KEBEC NOGUEIRA/ METRÓPOLES @kebecfotografo
Ciro Nogueira e Tarcísio de Freitas
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Ciro Nogueira e Tarcísio de Freitas

Reprodução/ redes Ciro Nogueira
Antonio Rueda, presidente do União Brasil
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Antonio Rueda, presidente do União Brasil

Breno Esaki/Metrópoles (@BrenoEsakiFoto)
Os presidentes do União Brasil, o advogado Antônio Rueda, e do PP, o senador Ciro Nogueira (PI), anunciam desembarque do governo Lula
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Os presidentes do União Brasil, o advogado Antônio Rueda, e do PP, o senador Ciro Nogueira (PI), anunciam desembarque do governo Lula

Augusto Tenório

Na avaliação de caciques do Centrão ouvidos pela coluna, a estratégia estaria ligada à construção de um nome para preencher o “vácuo” político para as eleições de 2030, após um possível quarto mandato de Lula.

No cenário atual, lideranças do Centrão avaliam que o PT não teria ainda uma figura capaz de carregar o legado de Lula e disputar a eventual sucessão do petista em 2030.

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Nesse cenário, a leitura desses caciques é de que a melhor opção seria investir em um Congresso Nacional forte, com mais parlamentares, para tentar alavancar um nome presidencial oriundo do Legislativo.

Centrão teve expectativas frustradas

A federação PP-União Brasil e o PSD queriam emplacar Tarcísio de Freitas (Republicanos) na disputa presidencial de 2026, mas o governador paulista acabou não sendo escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Bolsonaro frustrou as expectativas do Centrão e indicou Flávio como seu candidato. A decisão, segundo aliados do ex-presidente e do senador, foi tomada para manter o legado da família após a prisão do ex-mandatário.