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Igor Gadelha

Aprovação do novo indicado para Petrobras deve durar mais de 2 meses

Integrantes da atual cúpula da estatal preveem que todo processo de análise do nome de Caio Paes de Andrade deve durar mais de 60 dias

30/05/2022 06:00, atualizado 30/05/2022 07:47
Divulgação/Ministério da Economia
Caio Mário Paes de Andrade

Embora tenha sido oficialmente indicado pelo governo como novo presidente da Petrobras há uma semana, Caio Mário Paes de Andrade ainda vai demorar para assumir o cargo, caso tenha seu nome aprovado pelo conselho de administração da estatal.

Na previsão de integrantes da atual cúpula da empresa, todo o processo de análise do nome do indicado, entre checagem de currículo e a assembleia dos acionistas para chanceler a indicação, deve durar entre dois meses e dois meses e meio.

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Aliados de Paes de Andrade minimizam essa previsão. Na avaliação de pessoas próximas ao novo indicado pelo governo Jair Bolsonaro para comandar a Petrobras, o processo deve ser mais curto e durar cerca de um mês apenas.

Enquanto não houver aprovação, o atual presidente da estatal, José Mauro Ferreira Coelho, seguirá no cargo. Já Paes de Andrade também pretende seguir em seu atual posto: o de secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia.

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Há quatro tributos que incidem sobre os combustíveis vendidos nos postos: três federais (Cide, PIS/Pasep e Cofins) e um estadual (ICMS)
No caso da gasolina, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a composição do preço nos postos se dá por uma porcentagem em cima de cada tributo
O preço na bomba incorpora a carga tributária e a ação dos demais agentes do setor de comercialização, como importadores, distribuidores, revendedores e produtores de biocombustíveis
Além do lucro da Petrobras, o valor final depende das movimentações internacionais em relação ao custo do petróleo, e acaba sendo influenciado diretamente pela situação do real – se mais valorizado ou desvalorizado
A composição, então, se dá da seguinte forma: 27,9% – tributo estadual (ICMS); 11,6% – impostos federais (Cide, PIS/Pasep e Cofins); 32,9% – lucro da Petrobras; 15,9% – custo do etanol presente na mistura e 11,7% – distribuição e revenda do combustível
O preço da gasolina tem uma explicação! Alguns índices são responsáveis pelo valor do litro de gasolina, que é repassado ao consumidor na hora de abastecer
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O preço na bomba incorpora a carga tributária e a ação dos demais agentes do setor de comercialização, como importadores, distribuidores, revendedores e produtores de biocombustíveis
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O disparo da moeda americana no câmbio, por exemplo, encarece o preço do combustível e pode ser considerado o principal vilão para o bolso do consumidor, uma vez que o Brasil importa petróleo e paga em dólar o valor do barril, que corresponde a mais de R$ 400 na conversão atual
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A alíquota do ICMS, que é estadual, varia de local para local, mas, em média, representa 78% da carga tributária sobre álcool e diesel, e 66% sobre gasolina, segundo estudos da Fecombustíveis
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