Igor Gadelha

Após reunião com Lula, Pimenta diz que pode ajudar em qualquer função

Em entrevista à coluna, ministro Paulo Pimenta nega estar enfraquecido, mas diz que Lula sabe que pode contar com ele para “qualquer função”

atualizado

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Ministro da Secom, Paulo Pimenta
1 de 1 Ministro da Secom, Paulo Pimenta - Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

Alvo de um processo de fritura dentro e fora do governo, o ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência, Paulo Pimenta, contou à coluna ter se reunido com Lula nesta segunda-feira (9/12) e que o presidente não teria sinalizado qualquer mudança de cargo dele.

“Nós conversamos hoje, despachamos normalmente. O presidente não falou comigo sobre nenhum tipo de mudança. Tivemos uma agenda normal de despacho sobre as coisas da comunicação, de planejamento das atividades de final de ano. Amanhã tem uma agenda normal com ele, e o trabalho aqui na Secom continua absolutamente dentro da normalidade”, afirmou o ministro em entrevista.

Pimenta minimizou a crítica feita por Lula à comunicação do governo em evento do PT na sexta-feira (6/12). O ministro disse ser “natural” a preocupação do presidente e ressaltou que a crítica feita pelo petista também abrange o próprio PT e a esquerda no mundo todo.

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Pimenta, atual titular da Secom, pode ser rifado
Paulo Pimenta (PT)
Ministro Paulo Pimenta vê como normal Lula consultar Sidônio Palmeira
Deputado Paulo Pimento (PT-RS)
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Pimenta, atual titular da Secom, pode ser rifado
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Pimenta, atual titular da Secom, pode ser rifado

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Ministro Paulo Pimenta vê como normal Lula consultar Sidônio Palmeira
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Ministro Paulo Pimenta vê como normal Lula consultar Sidônio Palmeira

Isabella Cavalcante/Metrópoles

Embora minimize as especulações sobre sua possível saída da Secom, Pimenta se colocou à disposição para ajudar Lula em qualquer outra “função”. Ele disse ser um ministro com “relações pessoais” e com “lealdade” ao atual presidente da República.

“Da mesma forma que eu fui convidado por ele para estar aqui, ele sabe que pode contar comigo para qualquer tarefa, para qualquer função”, declarou.

Nos bastidores, fontes do Palácio do Planalto afirmam que Lula pode nomear o marqueteiro baiano Sidônio Palmeira para a chefia da Secom e realocar Pimenta para a Secretaria-Geral da Presidência, pasta que cuida de assuntos mais burocráticos da Presidência.

Pimenta, contudo, minimiza as notícias de que Lula tem recorrido mais a Sidônio, que foi responsável pelo marketing da campanha eleitoral do petista em 2022. Para o ministro, o fato de o marqueteiro estar sendo ouvido por Lula não significa que o ministro esteja enfraquecido.

“Veja bem: eu não sou um publicitário, eu não sou um marqueteiro. O presidente Lula sempre teve secretários da Secom, mas o governo teve o João Santana, o Duda Mendonça, certo? Que são estratégias de comunicação, que trabalham em campanhas eleitorais. E o Sidônio é uma pessoa muito qualificada, uma pessoa que o presidente confia e que eu também confio”, disse Pimenta.

Leia a entrevista na íntegra:

A que se devem essas especulações de que o senhor vai sair da Secom?
As preocupações que o presidente tem são preocupações que eu comungo, que eu considero absolutamente naturais, ainda mais para uma pessoa no papel dele, com a responsabilidade dele. O presidente sabe o que significa o sucesso do nosso governo, não só para o Brasil, mas para o cenário internacional. No momento em que a gente tem uma avaliação de que nós temos um governo, que é um governo bom, mas que as avaliações sobre o governo não estão como nós gostaríamos, é natural que ele tenha uma preocupação, certo? Que é a mesma preocupação que eu tenho.

O senhor viu como uma bronca a crítica do presidente à comunicação do governo no evento do PT?
Não. O presidente fez uma avaliação crítica sobre a comunicação que vai para além do governo. Quer dizer, a esquerda, o PT, a dificuldade, a incapacidade que a esquerda tem tido de construir uma narrativa capaz de fazer frente ao avanço da extrema-direita, que é uma preocupação que eu também tenho.

Então, o presidente sabe que eu sou uma pessoa que ele pode contar, uma pessoa das relações pessoais, de lealdade, de compromisso com o nosso projeto e com ele. E ele sabe que eu estou aqui para executar e ajudar todos os ajustes necessários para que a gente possa alcançar os objetivos que ele quer.

Que ajustes são esses que vocês podem fazer?
Ajustes da comunicação, na linha da comunicação, eventuais mudanças mais profundas. Isso é coisa que ele tem que decidir no momento que ele decidir. Da mesma forma que eu fui convidado por ele para estar aqui, ele sabe que pode contar comigo para qualquer tarefa, para qualquer função.

Ele já conversou com o senhor sobre uma possível mudança?
Nós conversamos hoje, despachamos normalmente. O presidente não falou comigo sobre nenhum tipo de mudança. Tivemos uma agenda normal de despacho sobre as coisas da comunicação, de planejamento das atividades de final de ano. Amanhã tem uma agenda normal com ele, e o trabalho aqui na Secom continua absolutamente dentro da normalidade.

Ele não comentou nada de o senhor ir para Secretaria-Geral, como se especula?
Nada. Não conversamos nada que envolva possibilidade de mudança e alteração. São preocupações que a gente conversa sempre. Entendo, respeito, acho que ele tem todos os motivos para ficar preocupado, ele tem noção da responsabilidade dele, do papel dele.

Acha que foi mal divulgada a questão do mapa da fome?
Não, foi não. Não é uma questão pontual. É geral, de construção da narrativa. E é o desafio que está colocado para a esquerda no mundo.

Lula já falou com o senhor sobre uma possível reforma ministerial?
Não, não tem falado comigo sobre isso.

Mas acha que pode acontecer, a partir do próximo ano?
Não saberia te afirmar se o presidente trabalha com esse cenário.

Por que o senhor não participou da reunião ministerial sobre estatais nesta segunda-feira?
O relato sobre a EBC foi feito na primeira reunião. Hoje participaram os ministros de empresas que não tinham sido tratadas. Então, não tinha sentido.

O fato de o (marqueteiro) Sidônio (Palmeira) ter participado da elaboração do anúncio do pacote fiscal seria um sinal de enfraquecimento do senhor?
Veja bem: eu não sou um publicitário, eu não sou um marqueteiro. O presidente Lula sempre teve secretários da Secom, mas o governo teve o João Santana, o Duda Mendonça, certo? Que são estratégias de comunicação, que trabalham em campanhas eleitorais. E o Sidônio é uma pessoa muito qualificada, uma pessoa que o presidente confia e que eu também confio.

O senhor tem uma boa relação com o Sidônio?
Ótima. A ajuda do Sidônio sempre foi muito bem-vinda aqui. E tudo aquilo que o Sidônio puder colaborar com o nosso projeto e nosso governo para nós é muito importante e muito positivo.

Acha que ele pode assumir um cargo de assessor especial?
Não sei. Mas acho que o Sidônio é uma pessoa importante, qualificada e quanto mais perto ele estiver de nós, mais ele nos ajuda.

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