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Igor Gadelha

Após invasões golpistas, STF compra espingardas sem licitação

Assim como fez a Câmara, STF adquire10 espingardas calibre 12 para equipar sua polícia. Valor gasto pela Corte, porém, é menor

14/03/2023 13:30, atualizado 14/03/2023 13:51
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Luís Nova/Especial Metrópoles
Vídeo STF Manifestantes bolsonaristas invadem e destroem o prédio do Supremo Tribunal Federal (STF). Os terroristas andam pelo auditório do tribunal, jogando móveis no chão, com muitas cadeiras e mesas reviradas - Metrópoles

Não é só a Câmara que adquiriu, sem licitação, espingardas para sua polícia após as invasões de 8 de janeiro. Nesta terça-feira (14/3), o STF também publicou um extrato de inexigibilidade de licitação para comprar armamentos.

Segundo informações do Diário Oficial da União (DOU), serão adquiridas 10 espingardas de repetição calibre 12 pelo STF. O valor da compra será de R$ 74,1 mil, cerca de R$ 7,4 mil por unidade da arma.

O montante é menor do que o gasto pela Câmara. Como mostrou a coluna, a Casa Legislativa comprou 10 espingardas calibre 12 por R$ 88.562,10, o que dá algo em torno de R$ 8,8 mil por arma.

Em ambos os casos, as espingardas foram adquiridas da mesma empresa: a Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC). A Câmara, entretanto, justificou com uma dispensa de licitação.

Já a inexigibilidade de licitação, justificativa dada pelo STF, acontece quando não há possibilidade de competição nacional para a licitação, segundo a lei que regula as licitações dos órgãos públicos.

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