Notícias, furos e bastidores de política e economia. Com Gustavo Zucchi

Aliados dizem que Alckmin controlará “os xiitas do PT”

Prestes a se filiar ao PSB, Alckmin terá o papel de segurar os ímpetos da ala mais radical do PT, segundo seus interlocutores

atualizado 22/03/2022 8:46

Geraldo Alckmin é investigado desde 2017, após a delação premiada da Odebrecht.MARCELLO FIM/O FOTOGRÁFICO/ESTADÃO CONTEÚDO

Aliados de Geraldo Alckmin acreditam que o ex-tucano terá função primordial perante o PT, ao ser candidato a vice do ex-presidente Lula este ano: segurar os ímpetos dos “xiitas do PT”.

Na avaliação de políticos próximos ao ex-governador, ele terá papel de “moderação”, para impedir que petistas mais radicais recorram a discursos e ações extremistas na campanha eleitoral e num eventual futuro governo.

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Lideranças do PT admitem que o programa de governo de Lula precisará ter anuência de Alckmin. O objetivo é evitar ruídos públicos com o candidato a vice-presidente durante a campanha.

O ex-governador paulista, que fez carreira pregando um modelo liberal de Estado, já demonstrou preocupação, por exemplo, com as promessas petistas de revogar a reforma trabalhista.

Internamente no PT, há também discursos contra a reforma da Previdência e o teto de gastos, temas já defendidos por Alckmin no passado e que podem causar nova rota de colisão entre ele e petistas.

A expectativa no PT é que Alckmin ajude o partido a angariar votos em um dos territórios mais inóspitos para a sigla: a classe média paulista e a elite agrária do interior de São Paulo, maior colégio eleitoral do país.

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