Igor Gadelha

Aliada de Lira alvo da PF controlava planilha do orçamento secreto

Braço direito de Lira na presidência da Câmara, Tuca ocupa hoje cargo na liderança do PP e foi conselheira na Caixa e na Codevasf

atualizado

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Pablo Valadares/Câmara
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1 de 1 Imagem colorida de Mariangela Fialek - Metrópoles - Foto: Pablo Valadares/Câmara

A operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (12/12) contra desvios de emendas parlamentares teve como um dos principais alvos Mariângela Fialek, a “Tuca”, um dos braços direitos de Arthur Lira (PP-AL) na Câmara.

Servidora concursada da Casa, Tuca está lotada hoje como assessora especial na liderança do PP. Antes disso, trabalhou na Presidência da Câmara durante o mandato de Lira, quando era responsável por controlar a planilha do chamado “orçamento secreto”.

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Arthur Lira (PP-AL) foi presidente da Câmara dos Deputados entre 2021 e 2025
Mariangela Fialek, a Tuca, braço-direito de Arthur Lira
Arthur Lira, ex-presidente da Câmara
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Arthur Lira, ex-presidente da Câmara

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Arthur Lira (PP-AL) foi presidente da Câmara dos Deputados entre 2021 e 2025
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Arthur Lira (PP-AL) foi presidente da Câmara dos Deputados entre 2021 e 2025

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Mariangela Fialek, a Tuca, braço-direito de Arthur Lira
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Mariangela Fialek, a Tuca, braço-direito de Arthur Lira

Reprodução/Rede sociais

Considerada por Lira uma “amiga”, Tuca ainda acumulou cargos em órgãos do Executivo. Entre eles, de conselheira fiscal da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e da Caixa Econômica, até abril de 2025.

Mariângela ainda permaneceu lotada na presidência da Câmara por alguns meses após a eleição de Hugo Motta (Republicanos-PB), em fevereiro de 2025. Atualmente, ela está lotada na liderança do PP e recebe salário mensal bruto de R$ 23,7 mil.

Operação da PF

Batizada de “Transparência”, a operação da PF tem objetivo de apurar irregularidades na destinação de recursos públicos por meio de emendas. Estão sendo investigados os crimes de peculato, falsidade ideológica, uso de documento falso e corrupção.

A operação foi autorizada pelo ministro do STF Flávio Dino, mas a decisão está sob sigilo. Dino, como vem noticiando a coluna, é o relator de vários inquéritos que tramitam na Corte e apuram supostas irregularidades em emendas parlamentares.

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