
Ala do PT discute afastar Edinho e antecipar eleição para o partido
Movimento no PT ganhou força após críticas à condução de Edinho na campanha, classificada por Lula como a menos organizada desde 1989

Uma ala do PT começou a discutir, nos bastidores, a possibilidade de afastar Edinho Silva da presidência nacional do partido e antecipar a eleição para o comando da legenda, em caso de derrota do presidente Lula em 2026.
O movimento é consequência das críticas à atuação de Edinho na campanha de Lula durante o primeiro turno das eleições presidenciais. Além de presidir o PT, o dirigente assumiu o posto de coordenador-geral da campanha.
Nos bastidores, petistas criticaram Edinho, por exemplo, por centralizar decisões e por não ter conseguido organizar de forma eficiente as diferentes frentes da campanha ao longo do primeiro turno da disputa.
A pressão aumentou depois do resultado das urnas. Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno na liderança, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. A diferença foi de pouco mais de 2,2 milhões de votos.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Igor GadelhaO próprio Lula fez uma avaliação dura. Em reunião com parlamentares do PT em Brasília, o presidente da República afirmou que aquela havia sido a campanha “menos organizada” da qual participou desde 1989.
Receba no seu email as notícias da coluna Igor Gadelha
Frequência de envio: Diário
Ver todasA insatisfação levou Lula promoveu mudanças no comando da campanha. Edinho deixou de exercer sozinho a coordenação-geral e passou a ser dividida a função com outras três lideranças petistas:
- O senador e ex-ministro Camilo Santana (PT-CE);
- O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT);
- O ex-ministro e senador eleito, Rui Costa (PT).
Apesar da articulação nos bastidores, as normas internas do PT não preveem um mecanismo de “impeachment” do presidente nacional da legenda. Edinho foi eleito em julho de 2025 para comandar a sigla por quatro anos.
O presidente do PT foi procurado pela coluna, por meio de sua assessoria de imprensa, mas, até o fechamento desta matéria, não respondeu. O espaço permanece aberto para manifestação.






