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Igor Gadelha

Acordo de Motta com o PSol sobre Braga é visto como "gesto de força"

Após ser criticado por ter supostamente atendido vontade de Arthur Lira, acordo com PSol é visto como "gesto de força" de Hugo Motta

18/04/2025 07:00
Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados

A decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de fechar um acordo com o PSol e encerrar a greve de fome de Glauber Braga (RJ) foi vista por governistas como uma tentativa de Motta demonstrar “força”.

Motta fechou o acordo com o PSol como presidente da Câmara, sem a chancela dos demais líderes do Centrão. Ele acertou que não levará o caso de Braga ao plenário antes do recesso parlamentar de julho.

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Deputado Glauber Braga em greve de fome
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Deputado Glauber Braga em greve de fome

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
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O atual presidente da Câmara foi criticado por governistas no dia em que o Conselho de Ética votou pela cassação de Glauber, por atrasar a ordem do dia no plenário e permitir a aprovação do relatório contra o psolista.

Na visão de aliados de Braga, Motta teria se submetido à vontade do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), que encabeçou nos bastidores as tratativas para que o deputado do PSOL, seu desafeto, fosse cassado.

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Agora, dizem caciques da esquerda, Motta fez um gesto para mostrar que “tem a caneta” e que é independente da vontade de seu antecessor e padrinho de sua eleição para a chefia da Mesa Diretora.

A postura, dizem, seria semelhante à “bronca” de Motta nos deputados bolsonaristas no dia 20 de fevereiro. Na ocasião, o presidente da Câmara “subiu o tom” por causa de uma briga no plenário causada pelos deputados.