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Igor Gadelha

A reação de Messias ao cancelamento de sua sabatina

Indicado ao STF por Lula, Jorge Messias avisou aliados que, apesar de ter ganhado tempo, não baixará a guarda em busca dos votos no Senado

03/12/2025 10:01, atualizado 03/12/2025 11:34
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BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
O AGU Jorge Messias

Indicado por Lula ao STF, Jorge Messias recebeu, de forma serena, a decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), de cancelar a sabatina prevista para a quarta-feira (10/12).

Embora tenha ganhado um tempo para angariar votos, Messias avisou a interlocutores que não pretende baixar a guarda. Ele deixou claro que seguirá procurando senadores em busca de apoio.

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 AGU, Jorge Messias
O advogado-geral da União, Jorge Messias, faz peregrinação em gabinetes no Senado para garantir aprovação para cadeira no STF
Jorge Messias foi indicado por Lula para vaga no STF
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Jorge Messias foi indicado por Lula para vaga no STF

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O advogado-geral da União, Jorge Messias, faz peregrinação em gabinetes no Senado para garantir aprovação para cadeira no STF
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O advogado-geral da União, Jorge Messias, faz peregrinação em gabinetes no Senado para garantir aprovação para cadeira no STF

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O indicado de Lula tem ressaltado que focará suas atenções no “beija-mão” no Senado, deixando as negociações políticas com Alcolumbre sob a responsabilidade do Palácio do Planalto.

No Planalto, aliás, a decisão de Alcolumbre foi comemorada. A avaliação foi de que, apesar do tom agressivo usado por Alcolumbre, o governo e Messias ganharam tempo para angariar votos de senadores.

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Apesar da comemoração dos aliados de Messias, o presidente do Senado indicou aos aliados não ter qualquer previsão de marcar a sabatina. A expectativa é de que ela só ocorra em 2026.

Por que Alcolumbre cancelou a sabatina

Ao anunciar o cancelamento da sabatina, o presidente do Senado disse que tomou a medida porque o governo Lula não enviou ao Congresso a mensagem oficial com a indicação de Messias.

Em nota lida aos senadores, Alcolumbre lembrou que tinha estipulado a data de 3 de dezembro para leitura do parecer do relator da indicação e de 10 de dezembro para sabatina e votação da indicação.

O chefe do Senado acusou o governo de “omissão” por não ter enviado a indicação de Messias antes da sabatina. Para o senador, essa omissão “é grave e sem precedentes”.

“Essa omissão, de responsabilidade exclusiva do Poder Executivo, é grave e sem precedentes. É uma interferência no cronograma da sabatina, prerrogativa do Poder Legislativo. Para evitar a possível alegação de vício regimental no trâmite da indicação – diante da possibilidade de se realizar a sabatina sem o recebimento formal da mensagem –, esta Presidência e a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) determinam o cancelamento do calendário apresentado”, disse o presidente do Senado, sem anunciar uma nova data.