
Igor GadelhaColunas

A cautela de Lula para escolher os substitutos de Gleisi e Alckmin
Presidente Lula tem avaliado com cautela a definição dos substitutos de Gleisi Hoffmann e Geraldo Alckmin em ministérios no governo
atualizado
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A poucos dias para o encerramento do prazo de desincompatibilização eleitoral, no sábado (4/4), o presidente Lula ainda precisa definir os nomes que chefiarão dois ministérios estratégicos no governo.
Lula precisa definir os substitutos de Gleisi Hoffmann na Secretaria de Relações Institucionais e do vice-presidente Geraldo Alckmin no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
Segundo aliados de Lula, o presidente está avaliando com cautela quem serão os substitutos dos dois ministérios porque ambas as pastas são consideradas centrais para o governo.
A SRI de Gleisi, por exemplo, é primordia para garantir a governabilidade de Lula, na medida em que cuida da interlocução com Congresso, partidos políticos, estados e municípios.
Aliados de Lula lembram que, historicamente, a articulação política ficou sob o comando de pessoas de confiança do petista, como com o atual líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), em 2005.
Já o MDIC, de Alckmin, tem desempenhado um papel importante na negociação do tarifaço com o governo Donald Trump, na defesa da soberania brasileira e no diálogo com os setores produtivos do país.
Cotados
Para a vaga de Gleisi, um dos cotados é Olavo Noleto, atual secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, mais conhecido em Brasília como “Conselhão”.
Como notificou a coluna, após descartar Noleto na semana passada, auxiliares presidenciais dizem que Lula passou a reconsiderar o secretário-executivo do Conselhão, que tenta se manter no páreo.
Para o MDIC, a costura é um pouco diferente. O ministério pode ser oferecido ao atual ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), como prêmio de consolação por ele ficar de fora da eleição.







