O “risco Michelle” na estratégia do PT contra Flávio
Estratégia do PT de só bater para valer em Flávio a partir de abril pode colocar Michelle Bolsonaro no caminho de Lula nas eleições
atualizado
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A estratégia do PT de só começar a bater para valer em Flávio Bolsonaro (PL) após o prazo de desincompatibilização, que acaba no sábado (4/4), traz um “risco” para o presidente Lula.
Caso o plano dê certo, Flávio começará a cair nas pesquisas. Se a queda for mais brusca que o esperado, ainda haverá tempo hábil para a direita trocar de candidato até as convenções.
É nesse ponto que surge o risco para Lula. Sem o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) como opção, a candidatura pode cair no colo da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).
A esposa de Jair Bolsonaro, por sua vez, pode dificultar o cenário para Lula. Evangélica, ela não enfrenta a resistência de pastores populares e enfraquece a narrativa de “machismo” contra a direita.
A ex-primeira-dama também levaria Lula a ter de medir as palavras nos debates, sob o risco de o petista perder votos com possíveis ataques, como aconteceu com Aécio Neves (PSDB) em 2014.
Acesso irrestrito
Com o marido em prisão domiciliar, Michelle passou a ser uma das poucas pessoas a ter acesso 24 horas ao ex-presidente. Até Flávio, mesmo como advogado, tem horário restrito para visitar o pai.
Dessa forma, a ex-primeira-dama tem um trunfo para convencer Bolsonaro de sua viabilidade eleitoral, narrativa que ela poderá reforçar junto ao marido, caso Flávio despenque nas pesquisas.
Como mostrou a coluna, o PT só planeja começar a atacar Flávio para valer após o prazo de desincompatibilização, quando o partido de Lula saberá se Tarcísio está ou não apto a concorrer ao Planalto.
O temor dos petistas em começar os ataques antes seria minar a candidatura de Flávio agora, dando tempo para Tarcísio renunciar ao governo paulista e substituir o senador como presidenciável.






