Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Paulo Cappelli

União Brasil, da fusão PSL-DEM, pode ter primeiro motim de deputados

O partido que nasceu da fusão do DEM-PSL e que ambiciona ser o maior do Brasil pode ter desfiliação em massa

atualizado 21/10/2021 16:50

Banner do União BrasilManoela Alcântara/Metrópoles

Deputados do DEM e do PSL do Rio de Janeiro estão planejando uma desfiliação em massa caso o escolhido para a presidência do União Brasil no estado seja o bolsonarista Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho, atual prefeito de Belford Roxo, cidade na Baixada Fluminense.

Oito deputados federais planejam o motim caso Luciano Bivar e Antônio Rueda, o presidente e vice do partido respectivamente, banquem o nome de Waguinho.

Dos oito, quatro são do DEM (Sóstenes Cavalcante, Juninho do Pneu, José Nalim e Marcos Soares) e quatro do PSL (Felício Larterça, Delegado Antônio Furtado, Lourival Gomes e Sargento Gurgel), sem contar com a saída dos “soldados do presidente”, que seguirão Bolsonaro para o partido que ele se filiar. Entre eles estão: Carlos Jordy, Hélio Negão, Márcio Labre e Major Fabiana.

Waguinho afirma em suas redes sociais que foi escolhido para a presidência do diretório do Rio, mas, segundo Bivar disse à coluna, as lideranças estaduais ainda não foram definidas. O presidente e o vice do União Brasil foram questionados por que Waguinho afirma ter sido o escolhido, mas preferiram não responder.

O atual presidente do diretório fluminense do DEM, Sóstenes Cavalcante, disse à coluna que Waguinho quer levar para dentro do União Brasil “nomes que não têm ficha limpa” e que isso não se alinharia com o perfil do novo partido no estado.

O prefeito bolsonarista mira nomes como Chiquinho Brazão, Danielle Cunha, filha de Eduardo Cunha, e a família Garotinho.

A possível nomeação de Waguinho à presidência do diretório estadual não agradou nem mesmo os deputados bolsonaristas, que o enxergam como um aliado de ocasião do presidente.

O impacto da futura bancada do União Brasil pode ser expressivo. Hoje, o DEM-RJ tem quatro federais e o PSL-RJ tem doze. Com a saída de quatro de cada partido e quatro soldados de Bolsonaro, restariam apenas quatro deputados federais do estado.

A coluna procurou Waguinho, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

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