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Guilherme Amado

Relator mantém decisão de suspender venda de debêntures de Eike

Desembargador da 21ª Câmara Cível de Minas Gerais, Adriano de Mesquita Carneiro manteve a decisão de suspender venda de debêntures de Eike

12/09/2022 16:43, atualizado 12/09/2022 16:45
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Fábio Pozzebom/ Arquivo Agência Brasil
Relator mantém decisão de suspender venda de debêntures de Eike

Desembargador da 21ª Câmara Cível de Minas Gerais, Adriano de Mesquita Carneiro manteve a decisão do magistrado plantonista e determinou a suspensão da venda de debêntures de Eike Batista para que a juíza da Primeira Vara Empresarial de Belo Horizonte, responsável pelo processo de falência da MMX Sudeste, explique os critérios adotados para definir o prazo e preço mínimos dos ativos do empresário.

Relator do caso, Carneiro ratificou nesta segunda-feira, 12/9, a decisão que havia sido dada um dia antes pelo desembargador plantonista Newton Teixeira de Carvalho.

Na semana passada, a juíza Cláudia Helena Batista decidiu que a venda das debêntures, um ativo avaliado por Eike em mais de R$ 2 bilhões, seria conduzida de forma direta e num prazo de dois dias úteis pelo administrador Bernardo Bicalho e não por leilão público, como era esperado por potenciais compradores.

Bernardo Bicalho indicou o BTG Pactual como stalking horse do processo de venda direta que teria como preço mínino R$ 360 milhões, um valor considerado muito abaixo do esperado pela defesa de Eike Batista.