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PT estudará mudanças na Previdência após contrarreforma trabalhista

Economistas que aconselham Lula dizem que ajustes na reforma trabalhista são prioritários, mas que debate sobre Previdência virá em seguida

atualizado

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Antonio Cruz/Agência Brasil
abin mercadante
1 de 1 abin mercadante - Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O grupo de economistas que se reúne periodicamente com Lula pretende discutir mudanças na Previdência após concluir a formulação da proposta de contrarreforma trabalhista que o PT apresentará nesta eleição.

Segundo o presidente da Fundação Perseu Abramo, Aloizio Mercadante, disse à coluna na semana passada, a reforma trabalhista promovida no governo Michel Temer tirou o financiamento da Previdência. Na visão do ex-ministro, “ela não é sustentável como está instituída hoje” devido à precarização do trabalho.

Economistas que têm participado da discussão dizem que a Previdência foi tratada lateralmente nas reuniões com Lula. Na visão deles, não faz sentido propor alterações no sistema atual sem um entendimento claro de quais serão as regras do mercado de trabalho que Lula tentará implementar num eventual governo.

Mesmo com a linha de trabalho pré-definida, Mercadante foi alertado na última reunião de Lula com economistas de que seria importante introduzir o debate previdenciário paralelamente à estruturação da contrarreforma trabalhista. Mercadante estuda se será possível fazer isso.

“Este momento é de acúmulo e aprendizado. Precisamos nos aprofundar o máximo possível nos tema de trabalho, renda, emprego e, claro, Previdência. Ainda não é o programa de governo, que será formatado por uma comissão encarregada para isso. O que está sendo discutido agora pode ou não constar do programa”, afirmou o economista Guilherme Melo, professor do Instituto de Economia da Unicamp e integrante do grupo.

A sugestão sobre a discussão previdenciária partiu de Eduardo Fagnani, também professor da Unicamp, que tem sido um dos mais ouvidos nas discussões previdenciárias, tema em que é especialista há anos.

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