Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Naomi Matsui

PSOL cobra chefe do MP-RJ sobre saída de promotoras do caso Marielle

Parlamentares do partido protocolaram um ofício exigindo explicações a Luciano Mattos sobre interferências na investigação do caso Marielle

atualizado 13/07/2021 20:23

Marielle Franco, vereadora do PSol morta a tiros em 14 de março de 2018Igo Estrela/Metrópoles

Parlamentares do PSOL cobraram explicações do procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Luciano Mattos, sobre interferências externas na investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. As promotoras Simone Sibilio e Letícia Emile deixaram o caso por receio e insatisfação com intervenções nas investigações.

Sibílio e Emile estavam à frente do caso desde setembro de 2018 e se preparavam para o Tribunal do Júri, a que serão submetidos Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, acusados de matar Marielle. Para a deputada Talíria Petrone, do PSOL do Rio de Janeiro, as autoridades têm o dever de se empenhar para dar uma resposta para o país.

 

“Esperamos explicações urgentes sobre o que são essas interferências externas. É dever do Ministério Público do Rio de Janeiro vir a público explicar essa mudança e o porquê. O mínimo que se espera das autoridades à frente das investigações é empenho para dar uma resposta ao país”, disse Petrone, que também é líder do partido na Câmara.

Amanhã, dia 14 de julho, completam-se três anos e quatro meses do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. Até hoje os mandantes do crime não foram apontados. “A saída das promotoras — de forma súbita e sem explicações — apenas aumenta a exasperação daqueles e daquelas que buscam respostas”, escreveram os parlamentares em um dos trechos do ofício protocolado.

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