Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Guilherme Amado

Promotores esperam novo governo para discutir mudanças na Previdência

Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) que pede mudanças na Previdência só será levada adiante pela Conamp após as eleições

16/09/2022 12:49
Divulgação
Logo da Conamp

A Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp) decidiu, em uma reunião privada nesta quinta-feira (15/9), que irá aguardar as eleições, e um eventual novo governo, para andar com a ação direta de inconstitucionalidade que pede mudanças na nova Reforma da Previdência, aprovada pelo Congresso Nacional em 2019.

Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) é a ação que tem por finalidade declarar que uma lei ou parte dela é inconstitucional, ou seja, contraria a Constituição Federal.

Presidentes das Associações do Ministério Público estaduais argumentaram que pode haver uma “mudança radical de governo” e ressaltaram que as gestões do PT tiveram reformas “que respeitaram mais o servidor público”.

A ADI tramita desde 2019 no Supremo Tribunal Federal e tem o ministro Luis Roberto Barroso como relator.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Os procuradores e promotores presentes na reunião desta quinta-feira apontaram que mesmo que a ação passe no STF, o Congresso será o mesmo que aprovou a nova Providência, portanto iria vetar a decisão do Tribunal.

A ADI questiona a tabela de alíquotas progressivas para a Previdência Social, e afirma que o aumento da contribuição poderia violar a independência funcional de juízes e de integrantes do Ministério Público e aponta também a inconstitucionalidade na possibilidade da criação de contribuição extraordinária em caso de déficit da Previdência.