
Guilherme AmadoColunas

Promotor do caso Evandro será novo corregedor-geral do MP do Paraná
Paulo Sérgio Markowicz de Lima, um dos representantes do MP nos júris do caso Evandro, concorre sozinho para a vaga de corregedor-geral
atualizado
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O promotor Paulo Sérgio Markowicz de Lima, um dos representantes do Ministério Público do Paraná (MPPR) nos júris do caso Evandro, é o único candidato na disputa pela vaga de corregedor-geral da instituição.
As inscrições para concorrer ao cargo estavam abertas até o último dia 13. A eleição, que deverá aclamar Markowicz como novo corregedor-geral, ocorrerá no dia 4 de dezembro. A função é voltada para orientar e fiscalizar as atividades funcionais e as condutas dos integrantes do MPPR.
Markowicz trabalhou na equipe do promotor Celso Ribas, que foi o primeiro representante do MPPR no caso Evandro, no final da década de 1990. Ribas morreu em fevereiro de 2004, o que levou Markowicz e Lúcia Inês Giacomitti Andrich a assumirem a promotoria no tribunal.
A dupla liderou a representação do MPPR nos júris que aconteceram em 2004, 2005 e 2011. O MPPR conseguiu a condenação de quatro das sete pessoas acusadas pelo assassinato do menino Evandro Ramos Caetano, de seis anos, em abril de 1992.
No dia 9 de novembro, a Justiça do Paraná anulou todas as condenações por entender que os depoimentos e confissões dos suspeitos aconteceram sob tortura policial. As fitas que provaram os casos de tortura foram obtidas pelo podcast Projeto Humanos, de Ivan Mizanzuk, e foram exibidas no documentário “O caso Evandro”, produzido pela Globoplay em 2021.
Markowicz concedeu entrevista ao jornalista Marcos Xavier Vicente, em junho de 2021, e afirmou que nenhum integrante da promotoria foi conivente com torturas durante o caso Evandro. Ele disse que tomou conhecimento das fitas somente em 2020, por meio do podcast.
Nem o MPPR nem Markowicz quiseram se manifestar.