Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Paulo Cappelli

Presidente do PSB vai a MG para tentar filiar prefeito de BH

A viagem de Carlos Siqueira para MG também servirá para tentar resolver os problemas do partido no segundo maior colégio eleitoral do país

atualizado 01/04/2022 17:05

Carlos Siqueira discursa em evento de filiação não apenas de Geraldo Alckmin mas de outras personalidades ao PSB - MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

O presidente do PSB, Carlos Siqueira, está em Minas Gerais para tentar convencer o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, a se filiar ao partido.

A articulação conta com a ajuda de ex-ministros de Lula, como Saraiva Felipe, que se filiou ao PSB, e Walfrido Mares Guias. Também compõe o grupo o ex-deputado Mário Assad Junior.

Kalil, atualmente no PSD, renunciou à prefeitura de Belo Horizonte na terça-feira (29/3) para concorrer ao governo do estado. Ele busca o apoio de Lula.

Há um problema, entretanto: a vaga para senador na chapa apoiada pelo petista. O lugar é disputado pelo deputado Reginaldo Lopes, líder do PT na Câmara, e o senador Alexandre Silveira, do PSD.

Além disso, setores do grupo que apoiam a candidatura do Kalil desconfiam que o PSD pode acabar rifando Kalil e se aliando ao governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que mira a reeleição. A troca de partido resolveria as duas questões.

Por outro lado, o PSD tem dado até o momento todo o suporte necessário à campanha de Kalil e não há sinais de insatisfação pública do mineiro com o partido comandado por Gilberto Kassab.

O périplo de Siqueira a Minas Gerais tem também outro objetivo: resolver os problemas que o PSB tem no estado. Com a aproximação do fim da janela partidária, o partido tem sofrido perdas significativas, o que está inviabilizando a montagem da nominata para deputado federal e estadual.

O PSB mineiro perdeu dois dos seus três deputados federais. Júlio Delgado foi para o PV e Emidinho Madeira para o PL. Também deixaram o partido o deputado estadual Professor Cleiton e o ex-suplente de senador Igor Versiani, que foi para o PDT.

Além das perdas, há dificuldade na reposição. O ex-ministro de Lula Anderson Adauto achou arriscado esperar uma solução no PSB e decidiu se filiar a algum partido que compõe a federação entre PT, PV e PCdoB.

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