Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Naomi Matsui

Por 2022, Pacheco é aconselhado a falar mais sobre o “Brasil real”

Conselheiros pediram que Kassab oriente o presidente do Senado a abordar temas que atingem os brasileiros, como o aumento de impostos

atualizado 18/09/2021 18:13

Coletiva de imprensa com presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco.Igo Estrela/Metrópoles

Cientistas políticos e marqueteiros eleitorais que acompanham as articulações de Rodrigo Pacheco para se lançar à Presidência da República fizeram chegar ao presidente do Senado um conselho para que ele discurse mais sobre os problemas que afetam o cotidiano da população brasileira.

Os integrantes desse grupo estão baseados em sua maioria em São Paulo e são ligados a uma fração de empresários ativos politicamente e que trabalham para viabilizar uma terceira via na eleição. Eles têm mantido o anonimato para poder dialogar com todos os candidatos dessa esfera política sem que sejam associados a um nome específico.

Um dos integrantes desse grupo disse ao presidente do PSD, Gilberto Kassab, que Pacheco defendia o teto de gastos enfaticamente, mas quase não se pronunciava contra o aumento de impostos nem se mostrava preocupado com os efeitos da inflação.

O recado foi transmitido a Kassab com a seguinte mensagem: “Ele precisa entender que os votos da Faria Lima já são dele”.

O mesmo grupo de conselheiros tem ajudado o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, a tentar se transformar num político de envergadura nacional. E, ao que parece, Leite já adaptou as dicas aos seus discursos. Nas críticas recentes que fez a Bolsonaro, o governador explorou temas como a inflação, o desemprego e o racionamento de energia.

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