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Guilherme Amado

Para deputados evangélicos, André Mendonça quis mostrar independência

Parlamentares consideram que André Mendonça quis mostrar que não é "um ministro de Bolsonaro"

Bruna Lima24/04/2022 09:00, atualizado 24/04/2022 02:41
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Hugo Barreto/Metrópoles
André Mendonça, ministro do Supremo Tribunal Federal- Metrópoles

Alguns parlamentares evangélicos próximos do ministro do STF André Mendonça consideram que o voto contra o deputado Daniel Silveira foi uma forma de o ministro se provar independente de Jair Bolsonaro.

O julgamento de Silveira foi o primeiro de grande interesse de Bolsonaro em que Mendonça atuou como ministro do STF. Resistentes a aceitar que Mendonça votaria contra Silveira em condições normais, os parlamentares avaliam que, se Mendonça votasse a favor do deputado, seria considerado pelos outros ministros como “um ministro de Bolsonaro”.

Mesmo tendo esse entendimento sobre a decisão de Mendonça, os deputados estão decepcionados com o ministro. A cobrança foi tanta que o ex-AGU foi ao Twitter se explicar.

“Diante das várias manifestações sobre o meu voto ontem, sinto-me no dever de esclarecer que: [a] como cristão, não creio tenha sido chamado para endossar comportamentos que incitam atos de violência contra pessoas determinadas”, escreveu Mendonça.

Bolsonaro pediu a Mendonça e Kassio Nunes Marques que votassem a favor de Silveira e contra a condenação. O único que acatou o pedido do presidente foi Nunes Marques.

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