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Outro ex-presidente do Panamá tem provas da Odebrecht anuladas no STF

Dias Toffoli aplicou a Juan Carlos Varela, ex-presidente do Panamá, mesmo entendimento que havia beneficiado Ricardo Martinelli

atualizado

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O ex-presidente do Panamá Juan Carlos Varela Rodriguez
1 de 1 O ex-presidente do Panamá Juan Carlos Varela Rodriguez - Foto: Reprodução/Facebook

O ministro Dias Toffoli decidiu nesta segunda-feira (1/4) anular provas do acordo de leniência da Odebrecht contra mais um ex-presidente do Panamá. Depois de Ricardo Martinelli, que obteve decisão favorável do ministro na semana retrasada, agora foi a vez de Juan Carlos Varela.

Vice de Martinelli entre 2009 e 2014 e presidente panamenho entre 2014 e 2019, Varela acionou o Toffoli na semana passada, como mostrou a coluna.

O ex-presidente responde ao mesmo processo que Martinelli em seu país: uma ação penal por lavagem de dinheiro aberta a partir de uma denúncia da promotoria que reuniu relatos de delatores premiados da Odebrecht e conteúdos dos sistemas Drousys e MyWebDayB.

Os sistemas eram usados pela empreiteira para registrar pagamentos ilícitos a políticos e autoridades e seu material foi declarado nulo pelo STF no Brasil.

Ao atender o pedido de Varela, Toffoli estendeu a ele os efeitos da anulação das provas da Odebrecht contra o ex-presidente do Peru Ollanta Humala. O peruano, por sua vez, havia conseguido o benefício em agosto de 2023, a partir da decisão do STF que declarou o material inválido contra Lula.

Além da declaração de nulidade das provas do acordo de leniência da Odebrecht, o ministro atendeu a outra solicitação da defesa de Juan Carlos Varela: impediu que delatores vinculados à empreiteira prestem depoimento em território brasileiro como testemunhas no processo panamenho.

O entendimento se baseia no fato de que as oitivas não devem ocorrer por envolverem provas consideradas ilícitas no Brasil.

Em seu despacho, Toffoli determinou que o Ministério da Justiça receba uma cópia de sua decisão e encaminhe as informações ao governo do Panamá.

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