Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Lucas Marchesini

Orçamento secreto foi de R$ 16 bilhões em 2021

Apenas na última semana do ano, os empenhos de emendas de relator atingiram R$ 3,7 bilhões

atualizado 06/01/2022 12:41

Plenário Câmara dos DeputadosMarina Ramos/Câmara dos Deputados

O orçamento secreto foi de R$ 16 bilhões no ano passado, com R$ 6,4 bilhões já pagos. Este é o valor total das emendas de relator que foi reservado para pagamento ao longo de 2021 e poderá ser usado nos próximos anos. Os dados são do Siga Brasil, plataforma do Senado que extrai informações diretamente do sistema utilizado pelo governo federal para a sua gestão financeira.

As emendas de relator ficaram conhecidas como orçamento secreto porque não é possível saber que parlamentar indicou o destino do dinheiro, nem com quais justificativas. Além disso, a sua execução não é obrigatória.

Essa modalidade sem transparência explodiu durante o governo Bolsonaro, com o objetivo de negociar apoio de políticos do Centrão.

Apenas na última semana do ano, os empenhos, a primeira etapa do gasto público, atingiram R$ 3,7 bilhões, o equivalente a 22,1% do empenhado ao longo de todo ano. O empenho acontece quando o governo carimba um recurso para ser gasto.

A corrida para conseguir o empenho no fim do ano é rotineira no governo federal. O empenho é uma garantia de que o recurso estará disponível para pagamento ao longo dos próximos anos, o que possibilita a execução dos programas. Sem o empenho, o recurso deixa de existir e é perdido.

Em valores pagos, o orçamento secreto foi de R$ 6,4 bilhões em 2021.  Na última semana, o repasse aumentou em R$ 840 milhões.

Até a penúltima semana de 2021, o governo federal tinha empenhado R$ 13 bilhões das emendas de relator e pago R$ 5,5 bilhões desse total.

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