O suprocurador-geral do MP, Lucas Rocha Furtado, afirmou no pedido de investigação que “é triste constatar, mais uma vez, o flagrante favorecimento à base evangélica do governo Bolsonaro, em prejuízo aos aspectos técnicos que devem conduzir as decisões da administração”.
O credenciamento foi publicado no dia 15 deste mês, no Diário Oficial. O termo foi assinado por Paulo Emmanuel Macedo de Almeida Alves, superintendente regional do Incra na Bahia, e por Nelson Carmo da Silva, representante legal da igreja evangélica.
Com a autorização, a igreja evangélica pode “celebrar possíveis e futuros acordos de cooperação técnica visando à disponibilização de equipe técnica habilitada na elaboração de projeto completo de engenharia, acompanhamento e fiscalização das obras das unidades habitacionais da área de jurisdição da Superintendência Regional do Incra no Estado da Bahia”.
Segundo dados da Receita Federal, o CNPJ da igreja foi aberto em 27 de janeiro de 2006, com o propósito de prestar “atividades de organizações religiosas ou filosóficas”. O templo religioso fica em Simões Filho, cidade a 29 quilômetros de Salvador.