
Guilherme AmadoColunas

Ministro demitido do MEC sempre foi um craque quando assunto era ética
Milton Ribeiro é investigado pela PGR por participação em esquema no Ministério da Educação
atualizado
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Milton Ribeiro, antes de ser nomeado para o Ministério da Educação e passar a decidir com pastores o destino das verbas da educação pública, foi conselheiro da Comissão de Ética da Presidência da República.
Lá, também deu exemplos de profundo conhecimento do tema.
Foi de Ribeiro, por exemplo, a relatoria do arquivamento do caso que apurava se o então número dois da Casa Civil, Vicente Santinni, atual secretário de Justiça, havia cometido infração ética ao usar um jato da FAB para uma viagem à Índia.
Em 30 de junho de 2020, a Comissão de Ética Pública da Presidência decidiu, por unanimidade, arquivar denúncia contra Santinni por “ausência de indícios de materialidade de conduta não compatível com a ética pública”. Provavelmente, a mesma ausência de indícios que Ribeiro deve ver no caso dos pastores.














![“Foi um pedido especial que o presidente da República fez para mim sobre a questão do [pastor] Gilmar”, afirma Ribeiro em conversa gravada. “A minha prioridade é atender primeiro os municípios que mais precisam e, em segundo, atender a todos os que são amigos do pastor Gilmar”, declarou o então ministro “Foi um pedido especial que o presidente da República fez para mim sobre a questão do [pastor] Gilmar”, afirma Ribeiro em conversa gravada. “A minha prioridade é atender primeiro os municípios que mais precisam e, em segundo, atender a todos os que são amigos do pastor Gilmar”, declarou o então ministro](https://i.metroimg.com/Zd7f8oZAQ4HERYpv4ywYLoyO4FqZuFTSTYnBBUnzNis/w:1200/q:85/f:webp/plain/https://images.metroimg.com/2022/03/24095104/Foto-Milton-Ribeiro-Ministro-Educacao-no-governo-Bolsonaro-10.jpg)