Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Lucas Marchesini

Ministro da Justiça quer romper com Ibaneis e candidatar-se ao Senado

O ministro da Justiça, Anderson Torres, gostaria de sair para o senado em uma chapa encabeçada por Flávia Arruda

atualizado 26/11/2021 21:13

ministros da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, durante coletiva sobre o combate ao desmatamento ilegal 14Igo Estrela/Metrópoles

O ministro da Justiça de Jair Bolsonaro, Anderson Torres, confidenciou a amigos que planeja candidatar-se ao Senado em 2022, pelo Distrito Federal, numa chapa que não a encabeçada por Ibaneis Rocha, governador do DF. A preferência de Torres, que deve receber o apoio de Jair Bolsonaro, seria sair numa chapa em que a candidata a governadora seria sua colega de ministério Flávia Arruda.

O movimento seria um rompimento com Ibaneis Rocha, que era seu chefe até o começo do ano: Torres era secretário de Segurança do DF. O governador vinha incentivando Torres a entrar para a política e chegou a apadrinhar a filiação de Torres ao PSL, partido em que o ministro está hoje.

Mas Torres ainda tem que combinar com Flávia Arruda. Segundo pessoas próximas à ministra-chefe da Secretaria de Governo, ela não quer concorrer ao governo. Tem duas filhas pequenas e avalia que o trabalho de governadora a privaria em demasiado do contato com as meninas. Prefere disputar o Senado, exatamente o posto almejado por ele.

Delegado da Polícia Federal, Torres chegou a ser cotado para dirigir a Polícia Federal, mas foi atropelado pela indicação de Paulo Maiurino. A entrada para a política era um desejo antigo, e ele tem dito que tem uma janela de oportunidade no ano que vem, por ser ministro de Bolsonaro, e não pretende desperdiçá-la.

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