Marido assassinado de Flordelis, Anderson se dizia o 514º deputado
Anderson do Carmo tinha uma resposta pronta quando era chamado por deputados de "47º deputado federal do Rio": "Não são 513 deputados"

Presa há um ano sob suspeita de matar o pastor Anderson do Carmo, a deputada cassada Flordelis havia dado amplo controle de seu gabinete ao marido. Poucos meses antes de ser assassinado com 30 tiros, no início de 2019 Anderson geria o salário da deputada, circulava em áreas restritas a parlamentares e dizia ser um deputado extra.
As informações estão no livro “O plano Flordelis”, escrito pela jornalista Vera Araújo e que será publicada no próximo dia 24 pela editora Intrínseca.
Anderson do Carmo tinha uma resposta pronta quando era chamado por deputados de “47º deputado federal do Rio”: “Não são 513 deputados federais, são 514”.
O pastor recebia um tratamento especial da Câmara: um crachá para circular em áreas privativas, algo vedado à maioria dos funcionários. A regalia foi concedida pela Casa a pedido da deputada Flordelis, que alegava não poder tocar o mandato sem o marido.
Além de receber o salário integral de cerca de R$ 30 mil da mulher e repassar a ela apenas uma mesada, o pastor Anderson do Carmo escolhia as roupas e até os gestos que a parlamentar deveria fazer, o que, conforme o livro conta, incomodava Flordelis.

























