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Guilherme Amado

Itaipu abre investigação sobre bonificação a militares bolsonaristas

Ex-diretores de Itaipu, entre eles Joaquim Silva e Luna, receberam R$ 1,3 milhão em bonificação supostamente sem terem direito

14/09/2024 07:30, atualizado 19/09/2024 13:47
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Filipe Cardoso/Especial para o Metrópoles
Joaquim Silva e Luna

O departamento jurídico de Itaipu instaurou investigação para apurar se os ex-diretores na empresa, nomeados por Jair Bolsonaro, receberam R$ 1,3 milhão em bonificação sem que tivessem direito ao benefício. Entre eles, há quatro militares, incluindo o general Joaquim Silva e Luna, que também presidiu a Petrobras no governo bolsonarista.

Conforme a coluna antecipou, a empresa recebeu uma denúncia por meio da ouvidoria, pedindo que o valor fosse devolvido. O relato da denunciante é baseado em uma reportagem da Folha de S.Paulo, publicada em 2020, que revelou que os diretores se beneficiaram de um acordo coletivo que abrigaria apenas os funcionários, e não os diretores.

O valor foi pago para compensar o fim do reajuste automático do vale-alimentação, a restrição ao acesso ao seguro de vida dos funcionários que se aposentaram por invalidez, por terem revisto as regras do auxílio-funeral, e ao plano de pensão de Itaipu. Silva e Luna justificou que a concessão do mesmo direito aos diretores visava compensar a perda de benefícios.

Além de Luna, receberam a bonificação o contra-almirante Paulo Roberto da Silva Xavier; o almirante Anatalício Risden Júnior; o general Luiz Felipe Kraemer Carbonell; e os diretores civis Celso Villar Torino, que era funcionário de carreira; e Mariana Favoretto Thielle, que era superintendente da Fundação Itaipu Brasil de Previdência Complementar.

Em nota enviada à coluna, Joaquim Silva e Luna disse que “a decisão pelo pagamento aos funcionários brasileiros ocorreu após a constatação de que a direção-geral paraguaia já havia realizado tal bonificação a seus funcionários”. E que “os colaboradores do lado brasileiro sentiram-se prejudicados e reivindicaram seus direitos conforme o acordo coletivo vigente”, e, então, “a diretoria colegiada, em votação, deliberou pelo pagamento dessas bonificações a todo o corpo funcional, incluindo os diretores”.

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